Descrição de chapéu Defesa do Cidadão

Cliente reclama de juros de financeira

Aposentada afirma taxas do BMG são abusivos; veja outras reclamações

Havolene Valinhos Laíssa Barros
São Paulo

A aposentada Merenice da Silva, 57 anos, da Vila Divina Pastora (zona leste), afirma que, no dia 12 de junho, fez um empréstimo no BMG, mas reclama dos juros cobrados pela instituição.

“Na ocasião, solicitei o valor de R$ 2.287 para ser descontado direto em meu benefício do INSS. Porém, no final das contas, ficaram 12 parcelas de R$ 648, totalizando R$ 7.776. Ou seja, um absurdo”, queixa-se Merenice à reportagem do Agora.

A leitora afirma que solicitou uma renegociação e a redução do valor das prestações, mas reclama que não foi atendida pela financeira.

“Estou me sentindo lesada, pois no desespero para pagar as contas, sem saber para onde correr, acabei aceitando a proposta. Acontece que estão cobrando juros abusivos. Não vou conseguir pagar as parcelas. Na hora eles prometem tanta coisa que você até acredita que será possível pagar. Eles agem de má-fé, no desespero da pessoa. Peço a intervenção do Defesa do Cidadão”, reclama. 

Aposentada afirma que fez empréstimo no BMG, porém os juros são abusivos - Gabriel Cabral/Folhapress

Banco propõe renegociação da dívida

O BMG informa, por meio de sua assessoria, que entrou em contato com Merenice da Silva e a situação foi esclarecida. A empresa diz ainda estar à disposição da cliente.

Em novo contato com o Agora, a leitora confirmou a informação. “Fizeram uma proposta de renegociação após o apoio do jornal.”

Outras reclamações

Comgás  

O empresário Vicente Bassani Guzzo, do Butantã (zona oeste), informa que o valor de sua conta de gás aumentou muito. “Cobraram 55,62% a mais pela mesma média de consumo em meses diferentes. Como a conta está em débito automático, quero o meu dinheiro de volta, mas a Comgás não quer devolver”, afirma ele. 


RESPOSTA

A Comgás esclarece que não há irregularidade na cobrança. A empresa diz que entrou em contato com o leitor para esclarecer o cálculo da fatura.

Itaú  

O professor Eliel Queiroz Barros, 37 anos, de Santo André (ABC), afirma que sua mãe sempre é mal atendida na agência do banco de seu bairro. “O gerente nunca faz o trabalho dele com boa vontade, e, além disso, tem coragem de questionar o motivo de uma idosa não fazer os serviços bancários pelo celular”, reclama o leitor. 


RESPOSTA

O Itaú informa, por meio de nota, que compreende a insatisfação relatada e lamenta que o atendimento não tenha correspondido às expectativas. Segundo o banco, os colaboradores da agência foram reorientados sobre as boas práticas adotadas pelo banco.


Caixa  

A aposentada Maria Aparecida Garcia Santana, 62 anos, da Cohab de Taipas (zona norte), queixa-se por não conseguir pagar a fatura de seu cartão de crédito do banco. “Os juros estão um absurdo. Parece que é vantajoso para eles que eu não consiga pagar, pois sempre tento um desconto e nunca consigo”, afirma a leitora. 


RESPOSTA 

 A Caixa esclarece, por meio de nota, que entrou em contato com a leitora e ofereceu a opção de parcelar a fatura. Entretanto, o banco afirma que ela não concordou com as opções e taxas e que a fatura permanece em aberto. 

Pão de Açúcar 

"Não imaginei que uma rede tão grande como o Pão de Açúcar tivesse em seu quadro de funcionários pessoas tão mal educadas, despreparadas e que gostam de constranger os clientes, como ocorreu comigo na unidade Jabaquara (zona sul)", diz Marilize Lopes Gonçalves, 60 anos


RESPOSTA

O Pão de Açúcar informa que lamenta que o atendimento prestado não tenha sido como o padrão exigido pela empresa. 

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