Prefeitura paga R$ 3,3 milhões para custeio de UPA fechada em São Paulo

Unidade de Pronto Atendimento do Tatuapé, ainda fechada ao público, já está recebendo recursos

Continue lendo com acesso ilimitado.
Aproveite esta oferta especial:

Oferta Exclusiva

6 meses por R$ 1,90/mês

SOMENTE ESSA SEMANA

ASSINE A FOLHA

Cancele quando quiser

Notícias no momento em que acontecem, newsletters exclusivas e mais de 200 colunas e blogs.
Apoie o jornalismo profissional.

São Paulo

A Secretaria Municipal da Saúde, da gestão Bruno Covas (PSDB), repassou cerca de R$ 3,3 milhões, entres os meses de maio e junho, para custeio da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Tatuapé (zona leste), que ainda não tem data para abrir.

Em nota, a prefeitura diz que a unidade será referência para para casos de média complexidade. mas não diz quando será aberta.

Reforma de prédio para futura UPA do Tatuapé, na zona leste da capital paulista - Rivaldo Gomes/Folhapress

No total, segundo termo de aditivo de contrato com a organização social SPDM (Associação Paulista para o desenvolvimento da Medicina), foram repassados pouco mais de R$ 6,8 milhões, incluindo recursos para investimentos nestes dois meses deste ano.

O Agora esteve no endereço da futura UPA, na avenida Celso Garcia, e constatou que o prédio está de portas fechadas, com uma placa de “aluga-se”. No estacionamento há sacos de areia e latas de tinta. Quatro pessoas trabalhavam no local nesta segunda (17), além de seguranças.

No local funcionava uma unidade da Unimed. O aluguel do prédio, segundo contrato, é de R$ 90 mil.
A planilha orçamentária do contrato de aditamento discrimina todos os gastos de custeio da unidade, prevista para ser aberta a partir de junho, com salário de funcionários e seus benefícios (incluindo 13º, férias, cesta básica e convênio médico e odontológico), suprimentos hospitalares, medicamentos, limpeza predial e até mesmo as despesas básicas como água, energia, telefonia e gás.

O orçamento indica, ainda, repasse de R$ 45 mil para pagamento de aluguel em maio e R$ 90 mil, em junho. O termo aditivo detalha o quadro de funcionários necessário (284 agentes, no total) para colocar em prática diversas atividades da unidade de saúde, desde administrativas até o atendimento médico propriamente dito.

O Agora conversou com uma integrante do Conselho Gestor de Saúde da região Aricanduva-Carrão-Formosa, que não quis se identificar. Ela confirmou que a UPA é necessária para desafogar o atendimento na AMA (Assistência Médica Ambulatorial) 24h que funciona dentro do Hospital Municipal Dr. Cármino Caricchio, que é conhecido como Hospital Municipal do Tatuapé.

Em agosto do ano passado, o Agora mostrou que a Prefeitura de São Paulo havia pago R$ 3 milhões para Casa de Saúde Santa Marcelina para despesas da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Tito Lopes, em São Miguel Paulista (zona leste), quando o local ainda não tinha sido inaugurado. A unidade de saúde acabou aberta para os usuários somente no fim de setembro.

Gestão Covas diz que local está em obras

Questionada, a Secretaria Municipal da Saúde, gestão Bruno Covas (PSDB), não deu prazo para abertura. A nota diz que serão realizados diversos serviços para reforma do prédio da futura UPA Tatuapé, como revitalização de pisos, janelas e portas, instalação de barras de apoio nos sanitários, revisão e adequação da rede elétrica, construção de novas paredes e balcões, pintura, instalação de piso tátil, entre outros.

Os funcionários, diz, serão contratados pela organização social SPDM após a conclusão das adequações. A SPDM não respondeu aos questionamentos.

Notícias relacionadas