Com a mesma diversão do Golf GTI, Jetta GLI chega com 230 cv

Versão nervosa do sedã tem a mesma receita do hatch com motor 2.0 turbo

Fernando Pedroso
São Paulo

O segmento de hatchs está desaparecendo mas a Volkswagen não quer deixar os fãs do Golf GTI desamparados. Para cobrir esse vazio, lançou o Jetta GLI.

A primeira boa notícia está no preço. Não que os R$ 144.990 pedidos pelo sedã sejam uma pechincha, mas o valor é R$ 6.540 menor do que os R$ 151.530 pedidos pelo hatch.

A estratégia da marca pode ser interessante. O comprador vai levar um carro maior, com mais porta-malas (510 litros) e com o principal: o motor 2.0 turbo de 230 cv de potência acompanhado do câmbio automatizado de dupla embreagem de seis velocidades. 

A marca promete ao motorista que ele vai chega a 100 km/h em 6,8 segundos e atingir 250 km/h se quiser se arriscar em um autódromo. Nada mal para um sedã médio. O consumo informado é de 9,9 km/l na cidade e 12,5 km/l na estrada. É movido somente a gasolina.

Além da mecânica nervosa, o visual do sedã também cativa os fãs de esportivos. O para-choque dianteiro é exclusivo da versão com grade preta com um friso vermelho. A traseira tem aerofólio no alto da tampa do porta-malas e saída dupla de escapamento. As rodas são de 18" enfeitadas com as pinças de freio pintadas de vermelho.

Por dentro, o Jetta tem acabamento escurecido com diversos detalhes em vermelho, como nas costuras dos bancos e do couro do volante.

O nome GLI, que já foi usado pela Volkswagen nos anos 90 em versões intermediárias de carros como Gol e Santana, sempre foi usado nos Estados Unidos para o Jetta esportivo, que chega aqui pela primeira vez. 
A sigla GTI, mais tradicional para esportivos, no entanto, é restrita a hatchs e marcou época no Brasil no Gol e depois no próprio Golf, que tem sobrevivência ainda incerta por aqui.

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