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Caneladas do Vitão: Namastê, gratidão e 818 beijos de luz

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São Paulo

Sem lenço, sem documento, nada no bolso ou nas mãos, eu quero seguir vivendo, amor, eu vou... Alô, povão, agora é fé! “Não, eu não odeio as pessoas. Só prefiro quando elas não estão por perto.” Dando uma pausa na releitura de Charles Bukowski para escrever essas mal traçadas linhas, resolvi dar vasão ao meu incorrigível bom humor, o otimismo supimpa, o polianismo fanático, a euforia doentia e ver o lado positivo desse isolamento social por causa da pandemia de coronavírus.

Da série “eu, Saraiva?”, se liga só, rapaziada, como tudo, por mais triste e difícil que seja, tem sempre o lado bom se olharmos pela óptica do copo meio cheio...

O ator Francisco Milani interpreta o rabugento Seu Saraiva, homem ranzinza e impaciente, sempre acompanhado da mulher, Carolina, a atriz Stella Freitas, em 1999, no programa humorístico Zorra Total - Reprodução/TV Globo

Ao não sair de casa para ir cortar o cabelo na esquina, não ouvi o barbeiro reclamar que a mídia é gambá e contra o Santos porque, segundo ele, mostra bem mais o Timão do que o Peixe. Ele também nunca me explicou se ele próprio é contra o Santos, já que tem, segundo seus próprios cálculos, dez vezes mais clientes corinthianos do que santistas…

Impossibilitado de ir à fisioterapia tratar da minha coluna cervical, não encontrei o flanelinha de sempre, com a mesma camisa pirata do Timão de sempre, pedir ingresso para conhecer a Arena Corinthians.
Ao não levar meu filho às sete da madrugada na escola, não encontrei no elevador a vizinha mala que sempre fala “está calor, né” nem trombei com um pai de uma amiguinha do Basílio que troca o “bom dia” por “Vitão, fala lá no Baita Amigos que o Palmeiras tem Mundial, que 1951 valeu”...

Como o meu Basa não está jogando bola, também não ouvi pais bolsominions que se informam por “zap” defenderem o presidente lunático e rebaterem ciência com achismo ignorante e irresponsável.

Gratidão!

Beijos de luz!

Beijocas no coração!

Namastê!

Vai passar!

Charles Bukowski: “Posso viver sem a grande maioria das pessoas. Elas não me completam, me esvaziam”.

Eu sou o Vitor Guedes e tenho um nome a zelar. E zelar, claro, vem de ZL. É tudo nosso! É nóis na banca!

Vitor Guedes

43 anos, é ZL, jornalista formado e pós-graduado pela Universidade Metodista de São Paulo, comentarista esportivo, equilibrado e pai do Basílio

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