Testes em grávidas contra sífilis serão intensificados em São Paulo

Portaria reúne regras para atendimento em postos de saúde e maternidades municipais

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São Paulo

A Prefeitura de São Paulo, gestão Bruno Covas (PSDB), quer ampliar o diagnóstico e o monitoramento a gestantes com sífilis para eliminar a doença em bebês na capital. A proposta consta de portaria publicada pela Secretaria Municipal de Saúde neste sábado (17), no Diário Oficial da Cidade.

AMA/UBS integrada na Sé, região central de São Paulo - Rivaldo Gomes - 14.fev.2017/Folhapress

Sífilis é uma infecção provocada por uma bactéria que é transmitida sexualmente ou durante a gestação. A principal forma de evitar o contágio é usando um preservativo.

Segundo o médico Valdir Monteiro Pinto, do Programa Municipal DST/Aids, a portaria reúne em um só documento todos os protocolos previstos para diagnóstico e tratamento da sífilis. A principal novidade é que ela amplia as ações de controle da doença em gestantes ao determinar que testes sejam realizados em várias fases da gravidez, além de acompanhar todo o tratamento para evitar que a mulher passe a doença para o feto na gestação. 

Os companheiros das gestantes também receberão tratamento específico para que sejam curados da infecção.

Outra novidade da portaria é a possibilidade de um enfermeiro do posto de saúde aplicar o teste e fazer o acompanhamento do tratamento, o que ampliará o atendimento e cura (veja ao lado as regras previstas na nova portaria).

“Além de reunir todos os protocolos de atendimento de sífilis para o profissional de saúde, a portaria também estimula o acesso da população ao diagnóstico, pois muita gente tem a doença e não sabe”, afirmou Monteiro Pinto, ao ressaltar que a maioria dos casos da doença são em adolescentes e jovens que já têm vida sexual ativa.

O cerco às grávidas com sífilis se deu após o aumento de número de casos congênitos (da mãe para o bebê, na gestação), na capital. Segundo da Secretaria Municipal de Saúde, o número de casos em gestantes no primeiro quadrimestre deste ano foi de 1.545, contra 1.627 no mesmo período de 2018.

Já os casos congênitos notificados em 2019, no mesmo período, foram de 409, enquanto no ano anterior foram 383 casos. “Com a portaria, esperamos reduzir ou até mesmo eliminar a sífilis congênita em São Paulo”, afirmou Monteiro Pinto.

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