"Tubarão", pioneiro das superproduções, faz 45 anos

Lançado em 1975, filme marcou uma nova era em Hollywood, a dos arrasa-quarteirão

Cena do filme "Tubarão", dirigido por Steven Spielberg, lançado há 45 anos - Divulgação

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São Paulo

Os anos 1970 foram marcados pelo surgimento das superproduções hollywoodianas como conhecemos hoje: filmes de grandes bilheterias para grandes audiências, os arrasa-quarteirões (blockbusters). O diretor Steven Spielberg e seu “Tubarão” são parte importante desta história.

Quando foi lançado nos Estados Unidos, em 20 de junho de 1975, o longa foi o primeiro a ultrapassar a marca de US$ 100 milhões de bilheteria, criando a chamada a superprodução de “verão”. Até então, os grandes lançamentos nos EUA aconteciam no inverno norte-americano. A marca só foi batida dois anos depois, por “Guerra nas Estrelas”, de George Lucas.

O filme também mudou a forma de distribuição dos longas nos EUA. Antes ela começava por Los Angeles e Nova York e seguia de cidade em cidade. “Tubarão” chegou aos cinemas de todos os EUA ao mesmo tempo, modelo ainda utilizado no mundo pelas superproduções.

O curioso é que Spielberg não era a primeira opção para dirigir “Tubarão”. Estúdio e produtores haviam optado pelo diretor Dick Richards, dispensado após, em uma reunião, confundir tubarões com baleias. Com dois filmes no currículo e trabalhos para estúdios e TV, o jovem Spielberg, então com 27 anos, assumiu a produção.

As filmagens não foram fáceis. O desafio tecnológico era imenso, e muitas vezes as coisas não aconteciam como Spielberg gostaria. Cronogramas estouraram. Três tubarões mecânicos foram construídos, com funções diferentes, ao custo de cerca de US$ 250 mil cada um.

No primeiro dia de testes, ao ser colocado na água, um dos tubarões afundou e teve de ser resgatado por mergulhadores. Em entrevista, Spielberg afirmou que a dificuldade técnica acabou dando o tom para o thriller. “Não tinha escolha a não ser descobrir como contar a história sem o tubarão”, disse.

É o que acontece: o animal aparece por inteiro em poucos minutos do filme, aumentando a tensão e o suspense nas cenas de ataque em que ele não é visto completamente. Ao final, o longa alavancou de vez a carreira do jovem cineasta. Na página ao lado, sugiro outros filmes realizados por Spielberg nos anos 1970 e 1980 (os preços e disponibilidade nos serviços de streaming foram pesquisados no dia 25 de junho).

Onde ver
iTunes: R$ 18,90 (aluguel) e R$ 29,90 (compra)
Google Play: R$ 9,90 (al.) e R$ 24,90 (compra)
Looke: R$ 6,99 (aluguel) e R$ 58,99 (compra)
Netflix: grátis para assinantes
Telecine Play: grátis para assinantes
Prime Video: grátis para assinantes
Vivo Play: R$ 8,90 (aluguel)

Harrison Ford em cena de "Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida" - Divulgação

TRIOLOGIA INDIANA JONES 
Steven Spielberg e o diretor George Lucas, seu amigo e colaborador em vários filmes, buscaram inspiração nos seriados de aventura dos anos 1940 e 1950 para criar o personagem Indiana Jones, um arqueólogo que se divide entre aulas e a busca por relíquias pelo mundo.

A ideia dos amigos era fazer um longa que resgatasse uma mistura de ação, humor e romance. E deu muito certo. Com seu chapéu e seu chicote inseparáveis, Indiana, interpretado por Harrison Ford, conquistou os cinemas do mundo e ganhou em mais três sequências.

Em “Caçadores”, o arqueólogo, com a ajuda de uma antiga namorada, procura a arca da aliança, onde, segundo a Bíblia, estariam guardados os Dez Mandamentos. É claro que a vida não é fácil para Indy: os nazistas também estão à procura do objeto. O segundo filme, “Indiana Jones e o Templo da Perdição”, leva o herói a um soturno reino que escraviza crianças.

A terceira sequência ganhou o reforço de Sean Connery no elenco, como o pai de Indiana, em uma trama sobre o cálice sagrado, e novamente os nazistas estão na cola do arqueólogo.

No quarto longa, “Indiana Jones e a Caveira de Cristal”, lançado 2008, Spielberg perdeu a mão, em uma história que inclui até extraterrestres (uma das obsessões do diretor; apenas nesta coluna cito três filmes dele que abordam o tema).

Um quinto filme está sendo desenvolvido, com Spielberg como produtor executivo. Previsto para 2022, o longa deve ser dirigido por James Mangold (“Ford vs Ferrari” e “Johnny e June”).

Onde ver

CAÇADORES DA ARCA PERDIDA (1981)

iTunes: R$ 11,90 (aluguel) e R$ 24,90 (compra)
Google Play: R$ 4,90 (aluguel) e R$ 29,90 (compra)
Microsoft Store: R$ 5,90 (aluguel) e R$ 23,90 (compra)
Netflix: grátis para assinantes
Telecine Play: grátis para assinantes
Prime Video: grátis para assinantes
Vivo Play: R$ 8,90 (aluguel)

INDIANA JONES E O TEMPLO DA PERDIÇÃO (1984)
iTunes: R$ 11,90 (aluguel) e R$ 24,90 (compra)
Google Play: R$ 4,90 (aluguel) e R$ 24,90 (compra)
Microsoft Store: R$ 5,90 (aluguel) e R$ 23,90 (compra)
Netflix: grátis para assinantes
Telecine Play: grátis para assinantes
Vivo Play: R$ 8,90 (aluguel)

INDIANA JONES E A ÚLTIMA CRUZADA (1989)
iTunes: R$ 11,90 (aluguel) e R$ 24,90 (compra)
Google Play: R$ 4,90 (aluguel) e R$ 29,90 (compra)
Microsoft Store: R$ 5,90 (aluguel) e R$ 23,90 (compra)
Netflix: grátis para assinantes
Telecine Play: grátis para assinantes
Vivo Play: R$ 8,90 (aluguel)
NOW: R$ 6,90 (aluguel)

Cena do filme "ET, o Extraterrestre", dirigido por Steven Spielberg - Divulgação

ET, O EXTRATERRESTRE (1982) 
Quem foi criança nos anos 1980 tem gravado na memória a história de “ET, o Extraterrestre”. São inúmeras as cenas inesquecíveis desse filme sobre a amizade entre o garoto Elliot e um ET: a reação do extraterrestre ao conhecer o estilo de vida ‘moderno’, a fuga com direito a voo de bicicleta e a brevidade de uma flor conectada à vida de ET. Para acentuar a conexão entre Elliot e ET, Spielberg filmou a maior parte do longa ao nível dos olhos de uma criança.

Onde ver
iTunes: R$ 11,90 (aluguel) e R$ 29,90 (compra)
Google Play: R$ 9,90 (aluguel) e R$ 24,90 (compra)
Looke: R$ 6,99 (aluguel) e R$ 58,99 (compra)
Prime Video: grátis para assinantes

Cena do filme "Encurralado", dirigido por Spielberg para a televisão - Divulgação

ENCURRALADO (1971) 
Este filme foi feito originalmente para a TV, quando o jovem Spielberg trabalhava como diretor de seriados na televisão norte-americana. Hoje, mesmo não tendo sido produzido para o cinema, é reconhecido como uma das primeiras obras importantes do diretor. A trama é simples: um motorista é perseguido por um caminhoneiro em estradas desertas dos EUA. A filmagem levou pouco mais de dez dias, o suficiente para Spielberg imprimir suspense e tensão neste duelo nas estradas.

Onde ver
iTunes: R$ 11,90 (aluguel) e R$ 24,90 (compra).
Google Play: R$ 9,90 (aluguel) e R$ 24,90 (compra)

Cena do filme "Contatos Imediatos do Terceiro Grau" - Divulgação

CONTATOS IMEDIATOS DO TERCEIRO GRAU (1977) 
Realizado após “Tubarão”, “Contatos” era um projeto antigo de Spielberg. O longa entrelaça duas histórias: a de cientistas que investigam OVNIs e a de um eletricista que entra em contato com seres extraterrenos. Essencial para o longa, a música, forma de comunicação entre os humanos e os OVNIs, foi criada por John Williams antes da edição. Na montagem, Spielberg fez com que o filme combinasse com a trilha sonora.

Onde ver
iTunes: R$ 9,90 (aluguel) e R$ 24,90 (compra)
Google Play: R$ 5,90 (aluguel) e R$ 19,90 (compra)
Looke: R$ 42,99 (compra)
Microsoft Store: R$ 7,90 (aluguel) e R$ 22,90 (compra)
Netflix: grátis para assinantes
Globoplay: grátis para assinantes
NOW: R$ 6,90 (aluguel)

Hanuska Bertoia

47 anos, é formada e pós-graduada em jornalismo. Gosta de ver filmes em qualquer plataforma (TV, celular, tablet), mas não dispensa uma sala de cinema tradicional.

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