Frio e garoa espantam paulistanos de áreas de lazer no feriado

Avenida Paulista e praça Roosevelt, na região central, estavam com movimento tranquilo na manhã desta quarta-feira (21)

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São Paulo

A garoa e o frio espantaram o paulistano das ruas na manhã desta quarta-feira (21), feriado de Tiradentes. A avenida Paulista e a praça Roosevelt, ambas na região central da cidade de São Paulo, receberam pessoas a lazer ou para a prática de esportes, mas o movimento era menor que em outros dias de folga, mesmo em etapas mais restritas da quarentena.

"Desse jeito como está hoje é muito tranquilo. Respeitando o distanciamento dá certo", diz a administradora Simone Freitas, 55. Carioca e moradora em Perdizes (zona oeste), ela resolveu ir à Paulista para "paulistanear" junto do marido e do cachorro.

Nas calçadas da avenida havia fluxo intenso de pessoas, mas sem pontos de aglomeração. A ciclovia também estava movimentada, e os ciclistas acabavam se acumulando quando o semáforo fechava, mas logo se dispersavam.

Foi esse movimento que levou a psicanalista Josilene Barros, 49, para uma caminhada ao longo da avenida. De mudança para Florianópolis para "começar uma vida nova", ela escolheu o local para se despedir de São Paulo. "A Paulista é maravilhosa, gosto muito. E como não tem aglomeração, é muito tranquilo."

Na praça Roosevelt, o dia de folga era aproveitado com atividades que iam da meditação às manobras de skate. Por lá, também havia pouca gente e, durante a manhã, não foi vista aglomeração. O local, contudo, tem recebido muitas pessoas à noite, o que vai de encontro às regras da quarentena.

O médico Tarik Nassar, 28, aproveitou justamente o vazio da praça para praticar atividadde física. "Venho sempre porque dá para ficar longe das outras pessoas. Acho que, com segurança, a gente tem que continuar com os exercícios porque não dá para ficar só em casa." O principal benefício, ele diz, é o alívio da ansiedade que o isolamento tem trazido.

Sentada em um banco, quase escondida entre algumas plantas, a administradora Mônica Sciacco, 54, aproveitava a praça para meditar enquanto ouvia música. "É bom para relaxar e tomar um sol quando dá." Por ser um espaço amplo e aberto, ela diz que se sente segura em frequentar. "Mas se está muito cheio, fico longe das outras pessoas."

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