Ruim de mata-mata, Palmeiras é eliminado na Copa do Brasil

Verdão acumula 11 quedas consecutivas em torneios eliminatórios

​ Marcos Guedes
São Paulo

Os investimentos que têm dado vantagem ao Palmeiras no Campeonato Brasileiro, disputado em sistema de pontos corridos, não vêm funcionando nos mata-matas. Na noite desta quarta-feira (17), o Verdão acumulou mais um fracasso nesse tipo de disputa, sendo eliminada da Copa do Brasil pelo Internacional.

Em Porto Alegre, o time gaúcho devolveu a derrota por 1 a 0 sofrida em São Paulo, no jogo de ida das quartas de final. Na disputa por pênaltis, contou com falhas de Gustavo Gómez e Moisés para triunfar por 5 a 4 e avançar às semifinais da competição, nas quais fará um confronto com o Cruzeiro. Do outro lado da chave, duelarão Grêmio e Athletico-PR.

Colorado Patrick chuta para marcar o gol do Inter sobre o Palmeiras no duelo de quartas de final da Copa do Brasil, no estádio Beira-Rio
Antes da chegada do zagueiro Luan (à esq.) e do lateral direito Marcos Rocha, Patrick chuta para marcar o gol do Inter sobre o Palmeiras no duelo de quartas de final da Copa do Brasil, no Beira-Rio. - Do Twitter @SCInternacional

Foi o 12º fracasso do Palmeiras em 13 disputas de mata-mata desde que o clube passou a ter o alto aporte financeiro da patrocinadora Crefisa, no início de 2015. A única conquista obtida em torneios com embates eliminatórios foi a Copa do Brasil daquele ano, seguida de decepções nas temporadas mais recentes.

No Beira-Rio, os comandados de Luiz Felipe Scolari não conseguiram usar sua força defensiva para proteger a vantagem construída na partida de ida, no Allianz Parque. No final do primeiro tempo, sofreram um gol em chute mascado de Patrick, que acabou empatando o confronto e forçando a disputa por pênaltis.

O jogo teve atuação destacada do árbitro de vídeo, que chamou a atenção do juiz de campo em duas oportunidades na etapa final. Em uma delas, Rafael Traci desmarcou o pênalti que tinha anotado para o Palmeiras. Em outra, já nos acréscimos, anulou gol do Internacional, o que gerou reclamações e a expulsão de D’Alessandro.

Mesmo assim, avançou a formação colorada, que teve o domínio do primeiro tempo. Em desvantagem no confronto, o Internacional procurou se manter no campo de ataque e evitar ameaças verdes nos contragolpes, tendo êxito nas duas tentativas ao longo dos primeiros 45 minutos.

Não foi um massacre, mas os donos da casa conseguiram se impor e criar problemas para uma defesa que vinha mostrando bastante solidez. Desta vez usado desde o início, D’Alessandro se movimentava da direita para a esquerda e ajudava a desequilibrar a marcação.

Moledo, de cabeça, teve oportunidade clara após batida de falta do argentino. Nico López e Edenílson também finalizaram em boa condição, de dentro da área, contra um adversário que só levou algum perigo em um cruzamento de Diogo Barbosa não alcançado por Deyverson.

Ainda assim, a etapa inicial corria para o intervalo dentro do planejamento do Palmeiras, que segurava o placar zerado. Aí, aos 41 minutos, o Internacional chegou pela direita, em jogada confusa, com divididas, que sobrou para Patrick. Da entrada da área, dividindo o lance com Luan, o meia bateu e encobriu Weverton.

Buscando força no meio-campo, Felipão trocou um sumido Lucas Lima por Moisés na virada para o segundo tempo. López logo obrigou Weverton a trabalhar novamente, porém os donos da casa já não tinham o ímpeto demonstrado quando estavam em desvantagem, o que acabou tornando o jogo mais equilibrado.

Houve duas situações que poderiam ter definido a disputa com a bola rolando. Um pênalti anotado em disputa de Felipe Melo com Edenílson acabou sendo desmarcado, para desespero verde. O desespero mudou de lado nos acréscimos, quando um gol do colorado Cuesta foi anulado por falta que o juiz viu do zagueiro em Felipe Melo.

No desempate, o Internacional foi mais eficiente. Gómez, que já tinha falhado na eliminação do Paraguai na Copa América, errou de novo, mas Weverton pegou a batida de Patrick e deu sobrevida ao Palmeiras. Na sequência, porém, Nonato acertou sua cobrança e viu Moisés acertar o travessão no chute derradeiro.

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.