Suspeito de envolvimento na morte de policial civil é preso no litoral paulista

Homem, cuja idade não foi informada, estava em veículo investigado pela polícia; vítima foi morta após sair de um restaurante na zona leste de SP

São Paulo

Um homem foi preso sob suspeita de ser um dos envolvidos na morte do policial civil Jorge Queiroz, 58 anos, quando o agente saía de um restaurante, domingo (25), na zona leste da capital paulista.

O suspeito foi preso por volta da 1h desta quarta-feira (28), em Praia Grande (71 km de SP), por policiais do 30º DP (Tatuapé, na zona leste de SP), delegacia onde a vítima era chefe de investigações. A identidade do homem não foi informada e ele teve a prisão preventiva pedida.

Quatro policiais do 30º DP identificaram e localizaram um carro, suspeito de ter sido usado na fuga após a morte do chefe de investigações. Ao abordarem o veículo na madrugada desta quarta, os agentes renderam o suspeito, levando-o em seguida para a delegacia da zona leste, que investiga o caso.

A SSP (Secretaria da Segurança Pública), gestão João Doria (PSDB), afirmou que diligências são feitas, para ajudar no esclarecimento do caso, como o encontro de testemunhas, além de imagens de câmeras de monitoramento.

O chefe de investigações do 30º DP (Tatuapé) Jorge Queiroz, 58 anos, morreu após suspeitos o ferirem, em uma abordagem, na noite de domingo (25), na Vila Carrão (zona leste da capital paulista) - Reprodução/Redes Sociais

“Uma pessoa foi detida para averiguação, nesta quarta-feira (28), suspeita de participação na morte do policial. Detalhes não poderão ser passados, pois o trabalho investigativo demanda sigilo”, diz trecho de nota da pasta.

Queiroz morreu após ser ferido a tiros durante uma abordagem feita por duas pessoas, na noite de domingo (25), na Vila Carrão (zona leste). A polícia investiga a identidade de ao menos mais dois suspeitos de envolvimento no crime.

O policial saiu de um restaurante e, quando caminhava até seu carro, estacionado em frente ao estabelecimento, foi abordado por dois criminosos. O agente estava fora de serviço.

Em depoimento à polícia, o dono do restaurante afirmou que Queiroz teria brigado com um dos ladrões, que atirou contra o policial em seguida.

“A dupla fugiu. A arma do policial foi apreendida, assim como sua carteira com documentos e uma quantia em dinheiro. Foi solicitada perícia para o local dos fatos”, diz trecho de nota da SSP.

Latrocínios e roubos caem na capital paulista

Segundo a secretaria, 33 pessoas morreram em latrocínios (roubos com morte), registrados na capital paulista, entre janeiro e setembro deste ano. No mesmo período do ano passado, 47 pessoas perderam as vidas em assaltos, uma queda de 29,7%.

Os roubos em geral também diminuíram na cidade. Foram 103.987, entre janeiro e setembro do ano passado, ante 95.768 no mesmo período de 2020, uma diminuição de 8%.

Ainda de acordo com a SSP, quatro policiais civis morreram, quando estavam de folga, entre janeiro e setembro deste ano no estado. Dois dos casos ocorreram na capital paulista. No mesmo período do ano passado, nenhum agente foi morto fora de serviço.

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