Descrição de chapéu INSS

Saiba se vale a pena ir à Justiça para aumentar a aposentadoria

Tribunais superiores decidirão sobre três ações com impacto na renda dos beneficiários do INSS

Conteúdo restrito a assinantes e cadastrados Você atingiu o limite de
por mês.

Tenha acesso ilimitado: Assine ou Já é assinante? Faça login

São Paulo

Os tribunais superiores do país poderão se posicionar ainda neste ano sobre três ações que afetarão a renda de aposentados e pensionistas do INSS em todo o país.

O primeiro dos temas a retornar à pauta do Judiciário deverá ser a revisão da vida toda, ação pela qual beneficiários pedem a inclusão de valores de contribuições anteriores a julho de 1994 no cálculo das aposentadorias.

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) marcou a votação de um recurso sobre o tema para a próxima quarta-feira (25). 

Ainda sem data para ser julgado, também depende do STJ uma decisão sobre o direito de o segurado do INSS se recursar a devolver ao órgão valores pagos a mais, mas que foram recebidos de boa-fé.

Já o STF (Supremo Tribunal Federal) deverá dar a palavra final sobre o direito de qualquer aposentado que precisa de cuidador receber um adicional de 25% na renda mensal. Hoje, o benefício só é liberado na aposentadoria por invalidez.

Nos três casos, o beneficiário pode sair no prejuízo ao pedir as revisões antes das decisões dos tribunais. Mas, em algumas situações, vale a pena correr o risco.

O advogado Roberto de Carvalho Santos, presidente do Ieprev (Instituto de Estudos Previdenciários), tem desaconselhado ações judiciais nos três casos. Mas para a revisão da vida toda, ele abre exceções para segurados que podem perder o direito à revisão devido ao fim do prazo de dez anos.

“Acho que justificaria entrar com a ação se você estiver perdendo o prazo de dez anos, pois uma decisão favorável deve ficar limitada ao prazo decadencial”, diz Santos.

Átila Abella, fundador do site Previdenciarista.com, destaca que a ação para não devolver valores recebidos de boa-fé também é arriscada, mas, em sua opinião, o direito do segurado deverá prevalecer quando a questão chegar ao Supremo. “O desconto na renda é inconstitucional”, afirma ele.

BENEFÍCIOS  DO INSS | QUANDO IR À JUSTIÇA

  • A Justiça pode definir em breve o futuro de ações importantes contra a Previdência
  • Três temas aguardam decisões do STF e do STJ que podem sair ainda neste ano
  • Veja quais os riscos e vantagens para o segurado que pensa em processar o INSS



Revisão da grande invalidez (bônus de 25%)

  • O INSS concede um acréscimo de 25% na aposentadoria por invalidez, caso o beneficiário dependa de cuidador
  • O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu, em agosto de 2018, que o direito também vale para todos os aposentados que precisam de cuidador
  • O INSS contestou a decisão e o tema agora será discutido pelo STF (Supremo Tribunal Federal) 
  • Por enquanto, o STF suspendeu os julgamentos sobre o bônus de 25%  


Vale a pena ir à Justiça? 

  • É grande a chance de que o STF decida contra o pagamento do bônus a todos os segurados
  • Nos últimos anos, o Supremo tem considerado que falta dinheiro para ampliar os benefícios


O que fazer

  • Em vez de ir à Justiça, o segurado pode fazer o pedido diretamente para o INSS
  • O segurado só deve ir à Justiça se o Supremo se posicionar a favor dos aposentados
  • Nesse caso, os atrasados poderão ser contados a partir do requerimento ao INSS



Revisão da vida toda 

  • Aposentados que contribuíram sobre salários altos antes de 1994 estão indo à Justiça para pedir a revisão do seu PBC (Período Básico de Cálculo)
  • Na ação judicial, mais conhecida como revisão da vida toda, o segurado pede que todos os seus salários entrem no cálculo da renda mensal 
  • O INSS só conta contribuições realizadas depois que o real se tornou a moeda do país, em julho de 1994 


Vale a pena brigar na Justiça? 
O STJ prevê julgar a revisão da vida toda no próximo dia 25. Por isso, o melhor para a maioria dos segurados é esperar. Mas há dois casos em que pode ser importante entrar com a ação agora:


1) Corre risco de perder o direito

  • Se decidir a favor do segurado, a Justiça deve limitar a revisão a benefícios concedidos há até dez anos
  • Quem está perto de atingir essa marca deve iniciar a ação antes de perder o direito de pedir a revisão 


2) Pode aumentar os atrasados

  • Iniciar a ação agora também vale a pena para quem recebe o benefício há mais de cinco anos
  • Isso permitirá que, em caso de vitória, os valores atrasados sejam contados a partir de cinco anos antes do início da ação até a conclusão do processo
  • Ou seja, quem estiver nessa situação e ganhar a ação receberá atrasados por um período maior do que cinco anos 



Devolução de valores recebidos de boa-fé

  • O INSS está descontado valores recebidos de forma indevida por aposentados e pensionistas
  • Em muitos casos, os valores foram pagos por decisões judiciais que depois foram derrubadas
  • O STJ poderá decidir em breve se esses descontos realizados pelo INSS são ilegais ou não


Quando ir para a Justiça? 

  • O segurado pode ir à Justiça para tentar barrar os descontos, pois recebeu os valores de boa-fé
  • As chances de vitória nessa ação estão menores desde que o governo publicou lei que obriga a devolução em caso de concessões desfeitas na Justiça
  • Mas nos casos em que o pagamento indevido ocorreu por erro do INSS, o beneficiário deve brigar na Justiça para não ter os descontos


Fonte: Ieprev (Instituto de Estudos Previdenciários) 

Notícias relacionadas