Prefeitura quer ônibus sem lugar para cobrador em São Paulo

Mudança valerá para veículos adquiridos pelas empresas a partir de setembro

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São Paulo

De forma gradativa, os ônibus municipais não terão mais o espaço interno destinado aos cobradores. A medida faz parte da renovação da frota, segundo a prefeitura, sob gestão de Bruno Covas (PSDB).

Passageira passa pela catraca de ônibus na capital - Rivaldo Gomes - 11.jun.2019/Folhapress

A partir de setembro, o layout dos veículos a serem adquiridos será projetado sem a caixa de cobrança e o banco. As operadoras receberam, há menos de 15 dias, circular com a nova determinação para os coletivos dos tipos padron (com até 15 metros de comprimento) e básico.

Os dois modelos correspondem a cerca de 46% da frota total (14.400 veículos). Segundo a SPTrans, autarquia responsável pela administração do transporte coletivo por ônibus, desde 2014, cerca de 6 mil veículos já circulam sem cobrador —a cobrança é feita pelo motorista. Segundo a SPTrans, só 5% dos passageiros fazem o pagamento em dinheiro. A capital tem atualmente 17 mil cobradores.

Indagada sobre possível  demissão, a SPTrans afirma, em nota, que não há plano de que isso aconteça.
“Com o avanço da tecnologia e cobrança automática das tarifas, os profissionais passam por programas de reciclagem nas empresas e são reaproveitados em outras atividades”. diz. A prefeitura sugere a criação de um grupo para debater as requalificações.

Já o Sindimotoristas (representante de motoristas e cobradores) se diz contra.  “Ele não é somente um cobrador de tarifa, mas um ajudador da sociedade. Auxiliar de cadeirante, idoso, gestante, deficiente visual. Um orientador de quem não conhece a capital”, afirma o secretário-geral da entidade, Francisco Xavier.

Para o sindicalista, a mudança afeta trabalhadores em momento de crise. “Vamos discutir na Justiça os postos de emprego.”

Procurado, o SPUrbanuss, o sindicato patronal, não se manifestou.

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