Superlotação é problema nas conexões da CPTM com o metrô

Plataformas das estações viram um caos no horário de pico e passageiro tem que encarar o aperto

Conteúdo restrito a assinantes e cadastrados Você atingiu o limite de
por mês.

Tenha acesso ilimitado: Assine ou Já é assinante? Faça login

São Paulo

As estações Brás, Luz e Palmeiras-Barra Funda da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), que fazem conexão com várias linhas de trem e metrô, são as que mais ficam lotadas nos horários de pico, entre manhã e fim de tarde.

O Vigilante Agora circulou na segunda-feira (4) pelas sete estações ferroviárias com transferências gratuitas aos passageiros.

Mesmo com mais trens colocados nos trechos mais carregados das linhas, além da boa estrutura oferecida com corredores amplos, escadas rolantes e elevadores de uso preferencial na maioria delas, as plataformas das estações ferroviárias não comportam o fluxo de usuários.

"Na sexta-feira (1º), esperei quatro trens para conseguir entrar", conta a vendedora Leny Maria da Silva, 31 anos, que esperava em pé na plataforma 3 da estação da Luz e está grávida de quatro meses de seu segundo filho.

Diariamente, sai de casa às 6h30 de Francisco Morato (Grande SP) para o trabalho, no centro. "Chego em casa muito cansada, por volta das 19h", diz Leny.

Desde o dia 28 de outubro, a linha 7-rubi, uma das mais cheias com destino a Francisco Morato, passou a operar entre as estações Jundiaí e Brás nos dias úteis. 

Segundo a CPTM, isso facilita o deslocamento da população que tem uma opção a mais de conexão com a chegada do trem até o Brás.

A superlotação do transporte público de alta capacidade é enfrentada também pelo professor de filosofia André Lentis da Silva, 30 anos, que aguardava o trem na linha 9-esmeralda da estação Santo Amaro (zona sul). "A solução seria mais linhas de trem e metrô, mas isso não se dá de uma hora para outra", aponta.

Na estação Pinheiros, linha 4-amarela do metrô que transporta cerca de 800 mil passageiros diários e faz conexão com a via ferroviária, 24 escadas rolantes funcionavam. No entanto, uma fila se formava em frente aos dois elevadores de uso preferencial, mesmo sem ser horário de rush.

Empresas dizem criar estratégias

A CPTM (Companhia de Trens Metropolitanos), gestão João Doria (PSDB), diz, em nota, que para aumentar a oferta de lugares, opera com estratégias diferenciadas, nos horários de pico, ao inserir mais trens nos trechos mais carregados.

A empresa afirma ainda que iniciou a implementação de novo sistema de sinalização nas linhas 10 e 11, o que permitirá reduzir o intervalo entre os trens.

A ViaQuatro, concessionária responsável pela linha 4-amarela do metrô, diz, em nota, que no horário de pico, opera com 25 trens, com intervalos de 100 segundos.

O Metrô de São Paulo, também da gestão João Doria, diz, em nota, que são 4 milhões de pessoas nas quatros linhas sob sua responsabilidade. A companhia dispõe de "milhares de funcionários na operação das linhas e estações", a fim de viabilizar o embarque preferencial nos horários de pico e a operação plataforma, que organiza o fluxo de entrada e saída de passageiros dos trens nas principais estações de integração de linhas. 

Notícias relacionadas