Favela do Cimento vira praça com parque infantil na zona leste de São Paulo
Segundo antiga moradora, as famílias que ocupavam o local estão agora espalhadas pela capital paulista
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Praças com jardins, canteiros e um pequeno parquinho ocupam o lugar que antes era a favela do Cimento, na Mooca (zona leste), que pegou fogo em março, um dia antes da reintegração de posse, e onde moravam ao menos 50 famílias.
Segundo a prefeitura, as obras de revitalização nos 18 mil m² do espaço tiveram duração de três meses e foram finalizadas em 30 de novembro. O investimento total foi
de R$ 140 mil.
Quem passa pelo local não reconhece mais a região. As antigas casas foram demolidas e, no lugar, plantadas 130 árvores e 35 mil plantas ornamentais. O espaço ganhou aparelhos de ginástica, parquinho e 200 metros de pista de caminhada. Apesar disso, na manhã desta terça-feira (17), a região estava vazia.
Segundo uma antiga moradora, as famílias que ocupavam o local estão agora espalhadas pela cidade. “Alguns estão na rua Alcântara, outros em ocupações da Mooca, da Radial Leste e na região do Hipódromo. muita gente foi morar na rua, debaixo de viadutos”, diz.
O padre Júlio Lancelloti acompanha as famílias desde antes do incêndio. “Às vezes os antigos moradores se reencontram em alguma comemoração da paróquia”, diz. “É sempre comovente, principalmente quando a gente vê as crianças”, afirma.
Questionada sobre os moradores, a gestão Bruno Covas (PSDB) diz que foram realizadas audiências de conciliação em março, quando houve incêndio no local para oferecer acolhimento. “Desde o dia 18 de março, durante as conciliações até o pós-incêndio, foram realizados 76 encaminhamentos para acolhimento, que incluíram 30 cachorros e 14 gatos, e três passagens de retorno”, diz.