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Missas voltam em cidades do interior de SP, mas fiel precisa reservar lugar na igreja

Em Jundiaí, como apenas 20% dos lugares são disponibilizados, reserva para participar da celebração deve ser feita pela internet ou por telefone

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São Paulo

A Diocese de Jundiaí (58 km de SP), que compreende 11 cidades, retomou as missas com a presença de fiéis, que estavam suspensas desde março, quando foi implantada a quarentena no estado de São Paulo por causa do novo coronavírus. Mas, como o limite de pessoas nas igrejas está reduzido, quem quiser participar das celebrações precisa reservar vaga.

Segundo a diocese, as igrejas estão tendo que seguir rigidamente as normas sanitárias e cumprir um protocolo de prevenção contra o Covid-19, como o uso de máscaras e distanciamento de dois metros entre pessoas.

Missa com restrição de lugares na Catedral Nossa Senhora do Desterro, em Jundiaí, no interior de São Paulo, no último domingo (14) - Reprodução - 14.jun.20/Facebook

É o caso da Catedral Nossa Senhora do Desterro, no centro de Jundiaí, que pelo segundo fim de semana seguido realiza missas presenciais. Para participar, o fiel tem duas opções: ligar na igreja durante a semana e dar o nome, ou então preencher um formulário online disponível no perfil da igreja no Facebook para fazer a reserva. São apenas 70 vagas por missa, realizada somente aos sábados (17h e 19h) e domingos (7h, 9h, 11h e 18h30).

Segundo a igreja, uma equipe foi montada para checar logo na porta se o nome do fiel consta na lista de presentes e se está com máscara. Álcool em gel e tapete higiênico são oferecidos ao público. “Estamos funcionando apenas com 20% da capacidade. Pessoas com sintomas ou doenças crônicas devem ficar em casa”, afirma o padre Márcio Felipe de Souza Alves, pároco da catedral.

O ato religioso estava suspenso desde o dia 18 de março em toda região, quando o bispo diocesano de Jundiaí, dom Vicente Costa, emitiu um decreto suspendendo as cerimônias. “Voltar a ter missa, mesmo com restrições, já é uma certeza de que as coisas poderão voltar ao normal em breve. As pessoas já conseguem ver uma luz no fim do túnel de que tudo vai ficar bem”, afirma o padre.

Na cidade, dois protocolos foram estabelecidos: O número 1, para missas não presenciais (online), o fiel pode ir à igreja receber a sagrada comunhão eucarística assim que o ato religioso acabar. Já no protocolo 2 (presencial), a pessoa precisa do agendamento prévio.

O supervisor de logística Francisco Ferreira da Silva Filho, 52,, comunga na catedral há 35 anos. Ele já havia garantido assento para a missa das 19h deste sábado. “É uma alegria imensa poder participar das missas e servir no cântico litúrgico. Sei que a qualquer momento a flexibilização pode ser interrompida, por isso vivo o hoje. Rezo a Deus para que tudo isso passe logo”, comemorou.

A Prefeitura de Guarulhos (Grande SP) também autorizou missas e cultos presenciais em igrejas e templos religiosos, com até 25% da capacidade dos prédios. A Diocese da cidade, no entanto, não realizará celebrações ao menos até 30 de junho. Algumas igrejas, como a Capela Nossa Senhora do Rosário, no centro, estão abertas para que fiéis rezem individualmente.

Na região do ABC, a Diocese de Santo André afirma em nota que igrejas das cidades de Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires, Mauá, Diadema, São Caetano do Sul, parte de Santo André e algumas paróquias de São Bernardo do Campo optaram por postergar a reabertura para o final do mês de junho e início do mês de julho, mas sendo possível ainda, uma reavaliação considerando a realidade das regiões em relação a Covid-19.

Em São Caetano do Sul (ABC), a igreja evangélica Bola de Neve realiza neste domingo (21) seu primeiro culto presencial após a flexibilização da quarentena. Para participar, a pessoa deve realizar cadastro online.

A igreja também exige o uso de máscara e afirma que estará medindo a temperatura e aplicando álcool em gel nas mãos de quem for ao templo. Crianças abaixo dos 12 anos não entram. Já adolescentes (acima dos 12 anos) só participarão na presença dos pais. “Mesmo tendo culto online, eu já estava com saudade de vir presencialmente”, afirmou a professora infantil Eloá Farias, de 34 anos.

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