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Claudinei Queiroz: Os atletas respiram aliviados

Logo que o presidente Jair Bolsonaro assumiu seu posto em Brasília, foi definido que o Esporte deixaria de ser ministério e passaria a ser uma secretaria especial da pasta da Cidadania. Isso depois que seu antecessor, Michel Temer, havia cortado pela metade a lista de atletas contemplados no Bolsa Atleta, tirando do grupo de beneficiados os atletas estudantis e da formação de base.

Tudo isso caiu como uma bomba no meio esportivo nacional, deixando em dúvida como seria a preparação para a Olimpíada de Tóquio e o futuro das promessas.

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Com o incremento do Bolsa Atleta, os atletas poderão se dedicar apenas aos treinos e competições - Wagner Carmo/CBAt

Mas, nesta semana, todos puderam respirar aliviados quando o ministro Osmar Terra anunciou a retomada do investimento no programa Bolsa Atleta, primordial para ajudar os esportistas em suas despesas diárias.

Além do aporte financeiro de R$ 70 milhões para fortalecer o programa e dobrar o número de atletas apoiados atualmente (3.058), uma nova listagem com 3.150 atletas das categorias Nacional, Estudantil e de Base será publicada no Diário Oficial, num investimento de R$ 31 milhões.

Assim, o planejamento deve destinar cerca de R$ 123 milhões para o programa, que serão distribuídos para os atletas nas categorias Pódio (que recebem bolsas entre R$ 5.000 e R$ 15 mil), Olímpica/Paralímpica (até R$ 3.500), Internacional (R$ 2.500), Nacional (R$ 1.020) e Base (R$ 700).

No total, pode até parecer muito dinheiro, que poderia ser investido em saúde e educação em um país tão carente nessas áreas, mas o valor é ínfimo se comparado aos respectivos orçamentos.

Com a volta da bolsa, nossos atletas ainda poderão ter problemas financeiros, mas já é um alento para se concentrarem apenas nas competições. Eles ganham, as chances de medalhas internacionais aumentam e o país também ganha. 

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