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Otavio Valle: A volta do futebol de verdade

São Paulo

Finalmente o futebol está de volta nesta quarta-feira! Depois de quase um mês de muito blá-blá-blá, mi mi mi e jogos horripilantes, vamos ter três jogos de verdade hoje. Palmeiras x Inter, Grêmio x Bahia, Athletico x Flamengo abrem as quartas de final da Copa do Brasil. Felizmente acabou a Copa América, uma das piores edições da história, que não deixará saudades. 

Messi saiu do armário e reclamou muito durante a Copa América, desde os gramados ruins até as marcações, ou não marcações, do VAR
Messi saiu do armário e reclamou muito durante a Copa América, desde os gramados ruins até as marcações, ou não marcações, do VAR - Nelson Almeida - 6.jul.19/AFP

O primeiro destaque do torneio foram as arquibancadas vazias. Sucesso nas rendas, mas um fracasso de público. Ingressos caros em todos os setores dos estádios. Pouco público em grande parte dos jogos —exceção às partidas de Brasil e Argentina. Fato que deixou bem claro qual é a política da entidade que rege o futebol sul-americano: elitização total.

Chamou a atenção da opinião pública a situação dos gramados. À exceção do Itaquerão, todas canchas foram criticadas pelos boleiros. Alguns em petição de miséria. Como a organização deixa acontecer isso? Bem, novamente reflete o que é a Conmebol.

Nessa Copa América, Messi saiu do armário. Discutiu em campo, deu declarações polêmicas, foi expulso (injustamente) e até cantou o hino nacional argentino --coisa que jamais havia feito. Foi interessante ver o craque mais humano, mas algumas opiniões mostraram total desconhecimento sobre a realidade e história do futebol em nosso continente. Se ele soubesse o que estava falando, não deveria atuar mais sob o escudo da AFA.

Por fim, a conquista brasileira mostrou que existe vida sem Neymar. Estamos a anos luz de um bom futebol. Mas deu para identificar traços de um futebol coletivo e mais organizado. Nas duas últimas partidas, ficou comprovado que ainda é possível driblar e ousar. Graças a alguns lampejos de criatividade, que vencemos Argentina e Peru. Nossos jogadores podem mais. Tomara que Tite e sua turma sepultem o jogo chato em que todos são obrigados a jogar a bola para o Neymar.

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