Saiba negociar dívida e sair da inadimplência

Consumidor pode tentar negociação no site dos bancos

Fernanda Brigatti
São Paulo

Em fevereiro, mais de 62 milhões de brasileiros eram considerados endividados no país. Para o SPC Brasil, os números indicam uma tendência de acomodação, pois o percentual de novos consumidores negativados é menor e variou 1,78% no mês passado. Há, porém, um aumento consistente nas dívidas com contas básicas, como água e luz, e com os bancos, líderes no número de pendências, segundo pesquisa do escritório de crédito com a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas).

Diante da baixa reação no nível de emprego e salário, as perspectivas de quem está endividado não são das melhores e exigirão sacrifícios do consumidor.

Multidão ocupou o vão sob o viaduto do Chá em busca de descontos em dívidas na semana passada - Rubens Cavallari/Folhapress

O crescimento da inadimplência em ritmo menor, na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, ocorre apesar do aumento nas concessões de crédito. Esse tipo de oferta abre uma oportunidade a quem está endividado, mas também exige muito cuidado, ressalta a economista.

O consumidor pode usar um novo crédito para unificar todas as dívidas que tem e se reorganizar, mas deve ficar vigilante para não acabar com mais um débito que não consegue pagar.

Quem está empregado com carteira assinada pode avaliar pedir um empréstimo consignado, que tem juros menores. O educador financeiro Reinaldo Domingos destaca que mesmo o crédito mais barato exige reorganização do endividado ou o ciclo não termina. Sem mudar hábitos e fazer cortes, dificilmente a inadimplência chegará ao fim. Para quem está devendo a bancos, é possível tentar uma negociação diretamente no site das principais instituições. 

Calcule quanto poderá pagar

O mais importante na hora de tentar uma negociação com os bancos ou outros credores, como lojas ou prestadores de serviços, é ter em mente o quanto é possível pagar. É necessário ter metas realistas, para evitar a interrupção do pagamento e uma nova dívida impagável.

O consumidor também deve considerar o universo de suas despesas e buscar desperdícios _nas compras de supermercado, de modo que o ciclo de endividamento seja interrompido.

Escritórios de crédito como a Serasa realizam diversos feirões de renegociação no decorrer do ano _o mais recente acabou ontem.


 

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