Correios decidem sobre greve nesta quarta-feira

Trabalhadores querem reajuste e manutenção de benefícios; paralisação depende de negociação com empresa na Justiça

Laísa Dall'Agnol
São Paulo

Os funcionários dos Correios decidem, nesta quarta-feira (31), se vão entrar em greve ou não.

A decisão sairá de assembleias realizadas à noite, que ocorrerão após audiência de conciliação no TST (Tribunal Superior do Trabalho), na qual representantes das federações dos trabalhadores irão tentar negociar um acordo que atenda aos interesses da categoria.

Entre os pontos defendidos estão a reposição salarial pela inflação, de 3,43%; a manutenção de pais como dependentes no plano de saúde e coparticipação de 30%; continuidade de percentual de férias em 70%; e manutenção dos vales alimentação e refeição. A intenção é manter cláusulas do ano passado.

Funcionários dos Correios decidem nesta quarta (31) se vão entrar em greve ou não; trabalhadores reivindicam reajuste salarial e benefícios negociados em acordo coletivo, no ano passado - Eduardo Anizelli/Folhapress

Na última terça, representantes dos empregados fizeram mais uma reunião apenas com os dirigentes dos Correios, que também terminou sem avanços.

A Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos) já havia aprovado, na segunda-feira (29), o indicativo de greve da categoria. Apesar da movimentação, a entidade disse que esperava o resultado das negociações para dar início, de fato, à paralisação.

Já a Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores dos Correios), que também representa a classe, diz esperar primeiro as assembleias dos sindicatos filiados para, depois, avaliar a possibilidade de convocação de greve.

A categoria é contra a privatização dos Correios, medida defendida pelo presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, a iniciativa melhoraria e baratearia os serviços prestados.

Procurada, a empresa disse que as negociações com trabalhadores continuam.

O presidente Jair Bolsonaro e membros do governo durante solenidade de posse do novo presidente dos Correios, Floriano Peixoto (à direita da foto) - Pedro Ladeira/Folhapress

Negociação | Empresa pode parar

  • Os trabalhadores dos Correios podem parar nesta quarta-feira (31)

  • A decisão será tomada em assembleia à noite; antes, porém, haverá audiência de conciliação no TST (Tribunal Superior do Trabalho)

O que funcionários querem

  • Reajuste salarial com a reposição da inflação, de 3,43%
  • Manutenção de pais como dependentes no plano de saúde e coparticipação de 30%
  • Percentual de férias de 70%
  • Vale-cultura 
  • Vales alimentação e refeição 
  • Não privatização dos Correios

O que a empresa oferece

  • Reajuste de 0,8%
  • Aumento para 40% na coparticipação do plano de saúde
  • Percentual de férias de 33%
  • Fim do vale-cultura
  • Redução de R$ 113,88 no valor mensal pago de alimentação a cada trabalhador 

Fontes: Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios) e Correios​

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