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Rede elétrica antiga impede instalação de ar-condicionado em condomínios

Mesmo que síndico e moradores queiram, é preciso que redes interna e da rua sejam compatíveis

William Cardoso

Manter um apartamento fresquinho com a ajuda de ar-condicionado é algo que não depende só da boa vontade do síndico e dos vizinhos. É preciso que o sistema elétrico do prédio tenha capacidade para resistir à instalação dos aparelhos e que a rede da concessionária forneça a energia suficiente.

Desenhista industrial e técnico em refrigeração e climatização pelo Senai, Daniel Bernardini, 46 anos, ao lado de equipamentos de ar condicionado na escola onde dá aula - Ronny Santos/Folhapress

Desenhista industrial e técnico em refrigeração e climatização do CTR (Centro Técnico de Refrigeração), Daniel Bernardini, 46 anos, diz que já houve casos em que o próprio síndico sugeriu que havia limite para o número de aparelhos e que a rede elétrica do prédio atenderia só quem instalasse primeiro.

“Imagine os prédios antigos? É questão de segurança.” Muitas vezes, a solução cabe ao condomínio, com a atualização de todo o sistema elétrico. Porém, nem sempre a aprovação de síndico e moradores é suficiente.

É preciso saber se a rede da rua suprirá a energia demandada. “Tudo depende do plano diretor da cidade, do acordo e da capacidade de investimento da concessionária naquele bairro.” Além das questões técnicas, há também normas condominiais.

Aparelhos muito antigos e ruidosos a ponto de causar incômodo podem ser vetados. “Se o ruído prejudicar o sossego de outro condômino, o síndico pode impedir a instalação”, afirma o advogado especialista em condomínios Rodrigo Karpat.

Outro problema a ser levado em conta é a alteração de fachada. “Deve existir uma padronização ou a construtora deve entregar a unidade com espaço para a instalação da máquina, o que chamamos de reserva técnica.”

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