Total de mortes nas chuvas de verão aumenta em São Paulo

Entre dezembro de 2018 e ontem, 38 pessoas morreram

Ruas de Rudge Ramos, em São Bernardo do Campo (ABC), continuavam alagadas mais de 24 horas após chuva - Rivaldo Gomes - 12.mar.19/Folhapress
Regiane Soares
São Paulo

O número de mortos em decorrentes das chuvas subiu de 10 para 38 em todo o estado de São Paulo em comparação ao verão passado, um aumento de 280%, segundo dados da Defesa Civil.

Somente na capital, foram sete mortes, contra quatro apontados no verão passado. Já o número de desabrigados passou de 1.415 para 1.666.

A maioria das mortes deste verão foi decorrente de enchentes: 14 em todo o estado. Outras dez morreram em deslizamentos de terra, e sete, por raios. Também foram registradas quatro mortes por desabamentos e três por outros motivos.

Desse total de 38 mortes neste verão, 14 foram registradas no temporal de 12 horas que atingiu a Grande São Paulo no início da semana passada.

O major da Polícia Militar Henguel Ricardo Pereira, subsecretário de Defesa Civil do Estado de São Paulo, atribuiu o maior número de mortes neste verão ao volume de chuva, que também aumentou. “A chuva foi o fator principal para esse número de mortes. E além de ter sido em grande volume, também foi constante, o que contribuiu para os deslizamentos de terra”, disse.

Segundo o major Henguel, o número de mortes poderia ser ainda maior se não fosse a ação da Defesa Civil, que retirou “centenas” de famílias de áreas de risco e encostas. Foram 226 atendimentos feitos em todo o estado pela defesa civil neste verão contra 78 no passado. “Muitas vidas foram salvas porque centenas de famílias foram retiradas de áreas de risco no estado”, afirmou.

O total de chuva registrada pelo CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), da Prefeitura de São Paulo, explica o que o major Henguel afirmou. Foi o segundo verão mais chuvoso na capital desde 1995, quando o CGE iniciou as medições.

Nos três meses deste verão, choveu 894,3 mm, 36,4% a mais do que a média de 655,8 mm esperados para o período. O verão mais chuvoso foi o de 1995/1996, quando choveu 922,4 mm.

Segundo o CGE, o outono, que começou ontem, terá temperaturas ligeiramente acima da média, entre 15,1°C e 24,2°C. Já as chuvas ficarão dentro dos 212,1 mm esperados.

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