Corpo de garoto que saiu para empinar pipa é encontrado após seis dias

Principal suspeito da morte de Yuri Ruan Francisco, 12 anos, é um ex-vizinho da família, de Itapevi

Alfredo Henrique
São Paulo

Um estudante de 12 anos foi encontrado morto na tarde desta segunda-feira (22) com sinais de violência sexual em Itapevi (Grande São Paulo). Yuri Ruan Francisco Gonçalves havia saído de casa para empinar pipa no dia 16, e desde então não foi mais visto por familiares. 

Um ex-vizinho do garoto, de 29 anos, se entregou à polícia no final da tarde de segunda, na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Registro (188 km de SP). As circunstâncias em que ele se apresentou não foram informadas. Ele é o principal suspeito pelo crime e foi detido em cumprimento a um mandado de prisão temporária. 

O jovem Yuri Ruan Francisco Gonçalves foi encontrado morto, sem roupas, seis após após sair de casa para empinar pipa em Itapevi, na Grande São Paulo - Arquivo Pessoal

Segundo a polícia, um telefonema anônimo indicou o local onde estaria o corpo do jovem. Chegando à rua Jandiro de Freitas, policiais militares encontraram o cadáver de Gonçalves despido em meio a duas pedras e com sinais de violência sexual. O rosto dele também estava coberto com um saco plástico. Ainda segundo a polícia, isso seria um indício de que o garoto foi morto por asfixia. Ao lado do cadáver, foi encontrado o documento do ex-vizinho do menino. 

Após se entregar na delegacia de Registro, o principal suspeito pelo crime foi transferido para Itapevi, na manhã desta terça-feira (23). A motivação para o crime ainda é investigada pela polícia, que não disse o teor do depoimento do acusado. A defesa dele não foi encontrada pela reportagem. 

Um tio do garoto, de 36 anos, afirmou em depoimento à polícia que o principal suspeito pelo crime frequentava a rotina da família. Ele chegou a passar alguns dias na casa do parente do menino. 

O tio de Gonçalves acrescentou que seu sobrinho jamais iria até o local onde seu corpo foi encontrado com uma pessoa desconhecida.  

Ainda segundo o parente, a vítima ajudava a mãe, vendendo doces em trens e pelas ruas da cidade da Grande São Paulo.

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