Bombeiro morre 15 dias após treinamento de mergulho em represa na Grande SP

Soldado de 22 anos sofreu parada cardiorrespiratória quando estava a dez metros de profundidade

Alfredo Henrique
São Paulo

O soldado dos bombeiros Danilo Oliveira de Melo, 22 anos, morreu por volta das 11h desta terça-feira (6), em decorrências de complicações que se manifestaram após o jovem permanecer submerso na água, durante um treinamento de mergulho, no último dia 22, na represa de Mairiporã (Grande SP).  

Segundo os bombeiros, Melo realizava um exercício de mergulho livre, com uma profundidade de aproximadamente dez metros. Durante o treinamento, o soldado não retorno à superfície. Não foi informado por quanto tempo ele ficou submerso. “Acreditamos que ele teve algum mal súbito durante o exercício, tanto que ele teve uma parada [cardiorrespiratória] no momento do mergulho”, explicou o capitão Marcos Palumbo, dos bombeiros. 

O soldado dos bombeiros Danilo Oliveira de Melo, 22 anos, morreu por volta das 11h desta terça-feira (6), em decorrências de complicações que se manifestaram após o jovem permanecer submerso na água, durante um treinamento de mergulho, ocorrido no último dia 22 em Mairiporã (Grande SP). - Arquivo Pessoal

Por conta da demora para que o soldado retornasse à superfície, mergulhadores iniciaram uma busca na represa, encontrando o jovem a tempo de reverter seu quadro de parada cardiorrespiratória. Em seguida, ele foi encaminhado pelo helicóptero Águia, da Polícia Militar, até o Hospital das Clínicas, na capital paulista. “Desde essa data, o soldado apresentou sensível melhora e chegou a andar pelo quarto durante sua internação, porém, em razão de complicações provenientes de uma pneumonia o nosso bombeiro entrou em óbito hoje [dia 6]”, diz trecho de nota da corporação 

O capitão Palumbo acrescentou que os bombeiros aguardam resultado da perícia para saber a causa da morte do jovem soldado. “Todo apoio foi e é dado à família dele pelos bombeiros”, garantiu o bombeiro. 

A corporação também aguarda conclusão de sindicância interna, pelo fato do soldado ter morrido em serviço, para que a família dele receba uma pensão.”Foi muito doído em nosso coração [a morte do bombeiro], este é um caso muito anormal para a gente, estamos muito chateados”, desabafou o capitão Palumbo. 

O soldado Melo foi sepultado, na manhã desta quarta-feira (7), no cemitério da Saudade, em São Miguel Paulista (na zona leste da capital de São Paulo). Ele trabalhava há cerca de cinco anos na corporação, sendo integrante da Unidade de Resgate do posto do Corpo de Bombeiros de Itaquera (zona leste da capital paulista).   

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