PM é morto com dez tiros na cabeça dentro de batalhão

Um outro policial militar, que foi preso, é acusado de ter feito os disparos

Alfredo Henrique
São Paulo

Um soldado da Polícia Militar, de 34 anos, foi morto com mais de dez tiros por volta das 14h desta segunda-feira (23), dentro do 47º Batalhão da Corporação em Campinas (93 km de SP). Um outro PM foi preso sob a acusação de ter feito os disparos. A motivação para o crime ainda é apurada. Ambos os policiais não estavam fardados. 

O crime ocorreu um dia antes de o secretário executivo da Polícia Militar, coronel Álvaro Batista Camilo, visitar Campinas para discutir os desafios e necessidades à Segurança Pública na região. O evento foi cancelado, segundo consta no site da SSP (Secretaria da Segurança Pública), gestão João Doria (PSDB).  

O soldado da PM Thiago de Carvalho Machado foi morto por outro soldado da corporação, com ao menos dez tiros na cabeça, nesta segunda-feira em Campinas (93 km de SP) - Reprodução Facebook

Segundo a Comunicação Social da PM, o soldado Thiago de Carvalho Machado estava dentro do batalhão quando o outro PM, dentro de um carro, teria atirado contra a vítima, que caiu. O acusado, segundo a Polícia Militar, desembarcou do veículo e deu ao menos mais dez tiros contra a cabeça de Machado, que morreu no local. 

Foram usadas duas armas no crime, sendo uma da corporação e a outra, particular. Depois de atirar, o soldado se rendeu e “não falou mais nada desde então”, ainda segundo a polícia.

Machado iria completar seis anos de PM em novembro. O soldado acusado de o matar, de 37 anos, está há 13 anos na corporação. Seu nome não havia sido divulgado pela PM até a publicação desta reportagem.

Resposta

A Polícia Militar afirmou em nota que lamentou com pesar a morte do soldado Thiago de Carvalho Machado. A corporação acrescentou que os motivos para o assassinato ainda precisam ser esclarecidos e que o soldado acusado de efetuar os disparos foi detido e segue à disposição da Justiça Militar. 
A Secretaria da Segurança Pública, gestão João Doria (PSDB), afirmou que o PM acusado de matar o colega foi preso em flagrante. 

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