Descrição de chapéu Zona Sul Coronavírus

Ministério Público investiga precariedade em hospital na zona sul de SP

Inquérito sobre problemas no complexo em Heliópolis foi aberto após reportagem do Agora

São Paulo

O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) instaurou nesta quarta-feira (3) um Inquérito Civil para investigar denúncia de funcionários do Complexo Hospitalar de Heliópolis, na zona sul da capital paulista. O local teria ao menos 112 leitos sem utilização em quatro alas desativadas, em estado de abandono. O hospital é administrado pela gestão João Doria (PSDB).

A investigação foi aberta pela Promotoria de Justiça de Direitos Humanos a partir de reportagem publicada pelo Agora na segunda-feira (1º).

"Trata-se de reportagem noticiada pela imprensa acerca da absoluta situação de descaso do Governo do Estado de São Paulo com o Complexo Hospitalar de Heliópolis. Informa a existência de quatro alas e andares inteiros desativados do hospital com capacidade potencial para 112 leitos, durante o período de pandemia", afirma trecho de parecer do promotor de Justiça Arthur Pinto Filho.

Além das quatro alas desativadas, o MP ainda destacou outra denúncia feita na mesma reportagem sobre a expiração do prazo de validade de concurso público para a contratação de enfermeiros, "já com pessoas classificadas e interessadas em assumirem o cargo, ao mesmo tempo em que o Estado promove contratações emergenciais por prazo determinado de profissionais da área".

O promotor acrescentou ser "imperioso" instaurar o inquérito, para apurar as denúncias publicadas pelo Agora, dando prazo de dez dias para que a Secretaria Estadual da Saúde apresente providências tomadas sobre ambos os casos. Se isso não ocorrer, uma Ação Civil Pública será aberta pela promotoria.

A pasta da Saúde afirmou não ter sido notificada pelo MP até às 18h50 desta quarta, quando enviou nota à reportagem acrescentando estar "à disposição do Ministério Público."

A nota diz ainda que o Conjunto Hospitalar Heliópolis "segue funcionando normalmente, mesmo com obras em curso, para garantir atendimento à população."

O governo argumenta que as quatro alas estão interditadas "visando à segurança dos pacientes". "As obras deverão ser concluídas no decorrer de 2021 e o investimento é de R$ 6,9 milhões para adequação e reparos da infraestrutura", acrescentou.

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