"O Tiago Volpi quase mata todo mundo" brinca Cuca

Goleiro perde pênalti que poderia decretar vaga, mas se redime com duas defesas

Com o joelho esquerdo apoiado no chão, o goleiro são-paulino festeja a classificação são-paulina para a final do Paulista. Perto dele, Zé Rafael que desperdiçou a cobrança, coloca a camisa do Palmeiras na cara em sinal de lamentação
Após pegar o pênalti de Zé Rafael, o goleiro Tiago Volpi festeja enquanto o palmeirense esconde a cara ORG XMIT: Kl0HdvFr93RsUsioiyhB - Paulo Pinto/saopaulofc.net
Marcelo Mora

Herói, vilão e herói! Tudo isso em poucos minutos. Coube ao técnico Cuca, que finalmente pôde acompanhar uma partida do São Paulo do banco de reservas, no Allianz Parque, tentar definir em poucas palavras a atuação do goleiro Tiago Volpi na disputa por pênaltis. Ele defendeu duas batidas, as de Ricardo Goulart, na primeira série, e depois a de Zé Rafael. Antes, porém, poderia ter evitado os momentos de tensão se tivesse convertido seu pênalti, o quinto do Tricolor; Fernando Prass defendeu.

“O Tiago Volpi quase mata todo o mundo [do coração]. Estava sendo herói, depois virou vilão e voltou a ser herói”, brincou, bem-humorado, o técnico Cuca.

Volpi lamentou ter desperdiçado a sua cobrança, mas argumentou que são “circunstâncias do jogo” ao tentar explicar o lance. “Não fui feliz. As pessoas têm que entender que não fiz algo novo na carreira. Quis assumir a responsabilidade, mas não acertei a cobrança. Depois pude ajudar com as defesas, por isso o futebol é emocionante”, disse o goleiro.

Satisfeito com a classificação na casa do adversário, Cuca fez questão de dividir os méritos com o seu antecessor, Vagner Mancini, que voltou a ser coordenador de futebol. “Ele foi peça-chave nesta conquista que tivemos diante do Palmeiras.”

Com a vaga na final, Cuca admitiu que o título passa a ser a prioridade no momento. “O projeto maior passa a ser o Campeonato Paulista, porque estamos competindo em igualdade de condições.”

Para o treinador, os jogadores agora têm de aproveitar este momento de paz com a torcida. “O torcedor tem todos os motivos para estar feliz com o time dele.”

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