Descrição de chapéu Opinião

Caneladas do Vitão: Uma bolacha sinixxxtra para quem vê semelhança nos opostos

Vitor Guedes
São Paulo

Arte popular do nosso chão, é o povo quem produz o show e assina a direção... Alô, povão, agora é fé! Repetindo a semifinal do ano passado, vencida pelo Timão, Corinthians e Flamengo começam a disputar hoje, na ZL, quem avança às quartas de final da Copa do Brasil.

E, excetuando-se o fato de se tratarem, disparado, das duas maiores torcidas, nada pode ser mais diferente do que Corinthians e Flamengo, instituições que representam, como ninguém, os distintos jeitos de ser, existir e enxergar a vida de paulistas devoradores de bolachas e cariocas mordedores de bixxxcoito Globo (o popular polvilho).

Corinthiano Mateus Vital tenta se livrar da marcação do rubro-negro Everton Ribeiro no duelo da Copa do Brasil do ano passado, vencido pelo Timão
Corinthiano Mateus Vital tenta se livrar da marcação do rubro-negro Everton Ribeiro no duelo da Copa do Brasil do ano passado, vencido pelo Timão - Rodrigo Gazzanel - 26.set.18/Ag. Corinthians/Divulgação

O corinthiano, maloqueiro e sofredor não canta vitória antes nem grita gol antes mesmo quando a bola tem o caminho certo da rede porque dá zica. Os merrrrmãos, que preferem o termo urucubaca, fazem festa mesmo quando o cheiro da conquista ainda está distante.

Da série “isso aqui é Flamengo”, o rubro-negro, mais do que desejar, exige futebol ofensivo e, se preciso for, desce a lenha no time e vaia durante o jogo, muitas vezes já no primeiro tempo, sem cerimônia. Já o corinthiano devota o sofrimento e tem uma relação quase tão orgástica com o 1 a 0 do que com a goleada. E não se incomoda em jogar na defesa se a vitória vier na bacia das almas. A Fiel não exige estética, apenas muita cobrança por entrega. E, mesmo quando o time não merece, ela só detona o Curintchá após o apito final.

Em tempo, truta, entre o 11 e o 13, vem o 12, sem u: “do(u)ze” non ecziste. E, com todo respeito, feijoada é quarta e sábado, não sexta, e na ZL “molho campanha” será sempre vinagrete.

Só não vou finalizar com um “vai, Curintchá” porque sou jornalista e não revelo meu time de coração de jeito nenhum. E, como não sou carioca e, pois, não curto brincadeira nem ironia, não vou dizer, de jeito nenhum, que Zico foi um Zenon piorado com lobby da mídia carioca.

Mahatma Gandhi: “A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido e não na vitória propriamente dita”.

Eu sou o Vitor Guedes e tenho um nome a zelar. E zelar, claro, vem de ZL. É tudo nosso! É nóis na banca!

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