Descrição de chapéu Opinião

Caneladas do Vitão: Furacão derruba o Grêmio do melhor treinador brasileiro

Vitor Guedes
São Paulo

Quem sabe sabe, conhece bem... Alô, povão, agora é fé! Prejudicado pelo apito (que acertou na expulsão de Kannemann, mas sonegou um pênalti claríssimo logo no início), o Grêmio perdeu por 2 a 0 na Arena da Baixada, foi eliminado por 5 a 4 nos pênaltis pelo Athletico-PR e está fora da decisão da Copa do Brasil! O outro finalista é o Internacional.

Centroavante gremista André tenta se livrar da marcação de Wellington, do Furacão, no duelo semifinal da Copa do Brasil
Centroavante gremista André tenta se livrar da marcação de Wellington, do Furacão, no duelo semifinal da Copa do Brasil - Lucas Uebel/Gremio FBPA

Parabéns ao Furacão do promissor treinador Tiago Nunes e também ao Inter de Odair Hellmann! A má partida e a eliminação gremistas, no entanto, não mudam o fato de que Renato Gaúcho é hoje, com sobras, o melhor treinador do futebol brasileiro. Não é à toa que o Tricolor gaúcho está pela terceira vez nas semifinais da Libertadores (campeão em 2017)!

Renato conseguiu no Grêmio, onde sempre foi lenda e agora é também estátua, transformar o histórico time aguerrido em equipe que, sem abrir mão da raça, joga bola. Tudo isso sem ter nem de perto o investimento do Palmeiras de Alexandre ex-Mittos Mattos.

Com o mau momento de Tite (o título da Copa América não apaga o fraco Mundial e, principalmente, a patética subserviência a Neymar, vergonhosamente convocado mesmo sem estar atuando) e os questionamentos feitos do Oiapoque ao Chuí aos retranqueiros provocados pelas boas campanhas do Flamengo de Jesus e do Santos de Sampaoli, Renato Gaúcho passa a ser o nome natural à sucessão na seleção brasileira.

O bom time do Grêmio (Cebolinha, que fez muita falta na Arena da Baixada, incluso) foi todo montado pelo treinador. Ou vocês acham que o Palmeiras de Felipão jogaria mais bola se tivesse Cortez em vez de Diogo Barbosa ou André no lugar de Borja? 
As promessas que estão virando realidade da base, Matheus Henrique e Jean Pyerre, jogariam com outros treinadores? Tite, por exemplo, preferiu Fernandinho a Arthur na Rússia, e o Palmeiras de Felipão não pescou nenhum talento prata da casa.

Eça de Queirós: “Quem sem descanso apregoa a sua virtude, a si próprio se sugestiona virtuosamente e acaba por ser às vezes virtuoso”.

Eu sou o Vitor Guedes e tenho um nome a zelar. E zelar, claro, vem de ZL. É tudo nosso! É nóis na banca!

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