Palmeiras goleia o seu freguês predileto

Verdão derrota o Tricolor pela oitava vez em nove jogos no Allianz Parque

Luís André Rosa
São Paulo

Se tem um visitante que o Palmeiras adora receber no seu novo estádio, esse é o São Paulo. Desde 2015, quando ocorreu o primeiro Choque-Rei no Allianz Parque, com a partida desta quarta-feira (30), foram nove clássicos. O placar é um massacre: oito vitórias do mandante e um empate.

Com os três gols, anotados pelos volantes Bruno Henrique e Felipe Melo e o do meia-atacante Gustavo Scarpa, o Verdão marcou 24 tentos contra apenas quatro dos são-paulinos.
Vice-líder, o Alviverde subiu para 60 pontos. Agora, os palmeirenses torcem por derrota do Flamengo (67), que enfrenta nesta quinta-feira (31) o Goiás, em Goiânia.

O volante Felipe Melo comemora o seu gol
Após cabeceio certeiro no final do primeiro tempo, o volante Felipe Melo comemora o seu gol, o segundo do Palmeiras na vitória sobre o São Paulo no Allianz Parque - Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Estacionado nos 49 pontos, o Tricolor não vai sair da quarta colocação, mas pode perder a gordura para o Internacional (45), que recebe no Sul o Athletico-PR, e ver o Santos (52), que joga na Vila Belmiro contra o Bahia, aumentar a diferença.

Algo que o Palmeiras sempre faz quando recebe o São Paulo no Allianz Parque é sair para o abafa. Isso é uma estratégia que o adversário só conseguiu anular em abril deste ano, quando armou a retranca, conseguiu o empate e eliminou, nos pênaltis, o Verdão na semifinal do Paulista.

Com o meio-campo são-paulino desprotegido, o dono da casa aproveitou os espaços, deitou e rolou. A situação expôs as deficiências da defesa, principalmente o zagueiro Arboleda, que sofreu no embate com o atacante Deyverson.

Em uma dessas bobeadas, Deyverson construiu a jogada que terminou no gol do volante Bruno Henrique, aos 12min. Os palmeirenses não tiraram o pé, mas falharam nas conclusões.

Quando equilibrou, o Verdão foi mais competente e, em jogada de escanteio, fez 2 a 0. Felipe Melo anotou aos 42min.

Na etapa final, o Palmeiras deu a bola para o adversário tentar a reação. Para mostrar como isso não deu em nada, os são-paulinos foram inoperantes na tentativa de agredir o rival, a equipe terminou o jogo com 68% da posse de bola contra 32% do oponente.

Em um escanteio mal batido por Daniel Alves pintou o contragolpe fulminante. O goleiro Weverton segurou e rapidamente acionou Zé Rafael, que arrancou com total liberdade e serviu Gustavo Scarpa, que, aos 12min, fechou o placar da goleada.

Fora um cabeceio de Raniel, aos 44min, o Alviverde controlou o jogo como quis e finalizou com coro de olé da torcida palmeirense.

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