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Caneladas do Vitão: Indiferença é a maior derrota do time da CBF

São Paulo

Sabe quem perguntou por você? Ninguém... Alô, povão, agora é fé! O Brasil enfrenta a Coreia do Sul, às 10h30 (horário da ZL), em Abu Dhabi (?!), mas, como ninguém está nem aí, ignoremos o amistoso que pode acabar com a sequência de cinco jogos  sem vitória no pós-Copa América e tratemos do que é mais triste e mais importante: a absoluta, gritante e constrangedora indiferença do respeitável público e, pois, da mídia com o maltratado e antipático time da CBF.

O técnico Tite concede mais uma chatíssima entrevista coletiva no estádio Mohammed bin Zayed Stadium, em Abu Dhabi, palco do amistoso desta terça contra a Coreia do Sul
Tite concede mais uma chatíssima entrevista coletiva no estádio Mohammed bin Zayed Stadium, em Abu Dhabi, palco do amistoso desta terça contra a Coreia do Sul - Giuseppe Cacace/AFP

Enquanto Tite dava mais uma entrevista coletiva chatíssima (que acompanhei, ao vivo, pelo site GloboEsporte, apenas por obrigação profissional, a mesma que me fará assistir à pelada logo mais), os três canais do SporTV, os quatro canais ESPN, os dois canais FOX e o BandSports ignoravam as respostas do treinador da seleção. Na TV aberta, Globo e Bandeirantes, que estava com programa esportivo no ar, nem tocaram no assunto. Os programas das rádios paulistanas deram muito mais espaço ao carioca Flamengo do que para o noticiário da seleção. E fizeram muito bem!

O motivo para o descaso não é a derrota para a Argentina, na última sexta. Até porque quase ninguém perdeu tempo e muita gente nem sequer sabia do jogo. Eu acompanhei a partida em uma hamburgueria do Tatuapé com minha família. As TVs estavam ligadas na Globo e nem no pênalti marcado para o Brasil, nem na cobrança errada de Gabriel Jesus, nem na marcação da penalidade para a Argentina, nem no gol argentino marcado por Messi no rebote da cobrança aconteceu qualquer manifestação na lanchonete... Nem um grito favorável, um murmúrio contrário, um aplauso, um xingamento, uma mão na nuca, um soco no ar, nada, rigorosamente nada. Quando uma morena levantou a mão foi alarme falso: estava, graciosamente, pedindo a conta para o garçom.

Eu passei a régua!

Charles Bukowski: “Quanto mais o tempo passa, menos eu significo pras pessoas e menos elas significam pra mim”.

Eu sou o Vitor Guedes e tenho um nome a zelar. E zelar, claro, vem de ZL. É tudo nosso! É nóis na banca!

Vitor Guedes
Vitor Guedes

42 anos, é ZL, jornalista formado e pós-graduado pela Universidade Metodista de São Paulo, comentarista esportivo, equilibrado e pai do Basílio

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