Descrição de chapéu Opinião

Caneladas do Vitão: Haja esperança para sonhar com craques na Copinha

São Paulo

E a novidade que seria um sonho... Alô, povão, agora é fé! No tempo em que Dondon jogava no Andaraí, a Copa São Paulo era muito aguardada por garotos, clubes, treinadores, empresários e torcedores.

Não só pelo título (que vale até hoje como gozação entre rivais, como bem sabe o palmeirense), mas porque a Copinha servia para matar a saudade do respeitável público do futebol e, ainda mais importante, para apresentar e revelar futuros craques que poderiam ser utilizados, na sequência, pelos respectivos clubes...

Craques de diversas equipes e gerações foram apresentados à torcida na Copinha. Falcão, Edinho, Casagrande, Raí, Dener, Rogério Ceni, Robinho, só para citar alguns, jogaram a competição e podem dizer que tiveram nela o pontapé inicial para a profissionalização...

Só na edição de 1990, o Flamengo deu show e passou o trator com Djalminha, Marcelinho Carioca, Júnior Baiano, Paulo Nunes...

Marcelinho, ídolo do Corinthians, apareceu na Copinha de 1990 - Moacyr Lopes Junior - 23.dez.98/Folhapress

​Maycon, Marquinhos, Malcom, Casemiro, Gabriel Jesus, Lucas Paquetá, Lucas Moura, entre outros, atletas que atuam com destaque na Europa, foram apresentados à torcida brasileira na Copinha, mas a verdade é que a competição já não tem mais o papel do século passado.

Quando o "filé de borboleta" Neymar atuou pelo Santos, em 2009, todo o mundo já sabia que se tratava de um jogador promissor e que seria usado no profissional... Aconteceu, apesar da fraca participação na Copinha daquele ano. E mais. Hoje, craque sub-20, craque mesmo, já está na Europa!

E quem tem potencial para tal já subiu faz tempo com direitos federativos fatiados e com valor fixado para venda ao exterior.

Dito isso, "como o futebol é uma caixinha de surpresas", como imortalizou Clarice Lispector ou Luis Fernando Veríssimo, que a Copa São Paulo de juniores nos surpreenda com craques que fiquem para a história!

José Saramago: "O talento ou o acaso não escolhem, para manifestar-se, nem dias nem lugares".

Eu sou o Vitor Guedes e tenho um nome a zelar. E zelar, claro, vem de ZL. É tudo nosso! É nóis na banca!

Vitor Guedes
Vitor Guedes

42 anos, é ZL, jornalista formado e pós-graduado pela Universidade Metodista de São Paulo, comentarista esportivo, equilibrado e pai do Basílio

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