Descrição de chapéu Opinião

Caneladas do Vitão: Fernando Diniz tem caráter, coragem e merece respeito

Técnico escalou o que achava melhor para o São Paulo e acreditou que venceria

São Paulo

Deixa comigo, eu seguro o pagode, não deixo cair... Alô, povão, agora é fé! Ao escalar uma equipe reserva, Fernando Diniz sabia que, em caso de tropeço tricolor no Bugre, a sua decisão seria eticamente questionada. E esportivamente também: na improvabilíssima hipótese de não passar pelo Mirassol, a falta de ritmo dos titulares será questionada. Inclusive por este colunista, que considera um erro ter poupado os titulares à disposição.

Antes da análise, os fatos: depois de vencer o Santos por 2 a 1, o São Paulo ficou 131 dias sem atuar até a derrota da última quinta para o Bragantino. Repito, após o intervalo de mais de quatro meses e a estafante maratona de um jogo, os titulares ganharam folga e não enfrentaram ao Guarani. Sigamos. Os reservas que atuaram venceram!

O técnico Fernando Diniz mostrou coragem ao escalar reservas na partida do São Paulo contra o Guarani
O técnico Fernando Diniz mostrou coragem ao escalar reservas na partida do São Paulo contra o Guarani - 13.fev.20/Divulgação/saopaulofc.net

É óbvio que nada que o Hernanes fez na carreira justificaria alguém insinuar que o Tricolor entregaria a rapadura. E, exceção feita a Léo Pelé, que até fez um bom jogo, e a Brenner, figura nula, todos os outros que entraram em campo têm condições de serem titulares do São Paulo.

Everton, o autor do gol inaugural do 3 a 1, foi a figura principal do São Paulo no primeiro turno de 2018.

Existe incompetente e ex-incompetente, má e boa fase, acerto e erro. Mas, como não existe ex-fascista, não existe ex-mau-caráter. Quem queria, torceu ou pediu para o próprio time "entregar" é canalha e mau-caráter. Ponto final.

Diniz escalou o que achava melhor para o time que dirige e acreditou que venceria o jogo. Discordo que era a melhor opção descansar uma formação que só fez um jogo (e perdeu), mas discuto e opino sobre acertos e erros. E quero distância de canalhas. Não é o caso de Diniz!

Mata-Mata? Ontem, era de 87.052 o placar total de mortos no país pela gripezinha que o irresponsável vendedor de cloroquina travestido de presidente (denunciado por genocídio e crime contra a humanidade em Haia) trata por "gripezinha". Covidão-SP? Ganhe quem ganhar, já perdemos todos!

George Orwell: "A história é escrita pelos vencedores".

Sou o Vitor Guedes e tenho um nome a zelar. E zelar, claro, vem de ZL. É tudo nosso! É nóis na banca!

O CARA DA RODADA

Tiago Volpi

Único titular são-paulino escalado na Vila Belmiro, o goleiro, apesar da falha no gol bugrino, fez cinco grandes defesas e foi o melhor em campo e o responsável pela vitória tricolor, resultado que permitiu ao Corinthians conseguir a sua classificação.

Tiago Volpi fechou o gol do São Paulo na vitória sobre o Guarani
Tiago Volpi fechou o gol do São Paulo na vitória sobre o Guarani - 2.mai.19/saopaulofc.net/Divulgação

CANHÃO

Éderson

O volante, que voltou para o segundo tempo no lugar do discreto Camacho, aproveitou os espaços no meio-campo do fraquíssimo Oeste para armar e chegar à frente para finalizar. E, com um canudo, já no crepúsculo da partida, fechou o 2 a 0 e se colocou na briga por um lugar na equipe titular corinthiana para encarar o Bragantino, nas quartas de final. Se quiser passar pelo o time de melhor campanha do Covidão-20, o Timão vai ter que jogar mais bola!

PINTURA

Paulinho Boia

Três minutos após entrar no lugar do inexistente Brenner, o atacante tricolor Paulinho Boia (em parceria com o míope apito, que anulou o que seria o gol de 2 a 2 do Guarani tirando da cartola um impedimento inexistente) assinou o 3 a 1 e despachou o Guarani. Boia percebeu o goleiro Jefferson adiantado e, com precisão, efeito e categoria, colocou por cobertura: pintura na Vila Belmiro! Se é o Pato que faz um golaço desse iria ter tiete pedindo até convocação!

DESTAQUES DA 12ª RODADA DO PAULISTÃO

Covidão-SP desmoralizado

A escalação dos reservas tricolores monopolizou as atenções e pouco se falou de outro absurdo: a proibição de jogadores que "pertencem" a um time enfrentar o seu clube de origem! Ontem, foi a vez de os "corinthianos" Caíque França, Mantuan e Fabrício Oya não poderem defender o Oeste. Assim como o uso de reservas, acordos que proíbem emprestados de enfrentarem os seus clubes de origem oficializam a antidesportiva política do "cada um com seus problemas e dane-se o campeonato"! Verdade que o Covidão-SP, que classificou a Ponte (13 pontos) e não o Novorizontino (19 pontos), merece ser desmoralizado!

Arte Agora
Arte Agora
Vitor Guedes
Vitor Guedes

43 anos, é ZL, jornalista formado e pós-graduado pela Universidade Metodista de São Paulo, comentarista esportivo, equilibrado e pai do Basílio

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