Descrição de chapéu Opinião

Caneladas do Vitão: Não existe Brasil nem futebol sem protagonismo negro!

Saudemos o Dia da Consciência Negra

São Paulo

Pergunte ao criador, quem pintou esta aquarela? Livre do açoite da senzala, preso na miséria da favela... Alô, povão, agora é fé! Da mangueirense série "moço, não se esqueça que o negro também construiu as riquezas do nosso Brasil", a nossa história esportiva também foi construída explorando o talento e o suor do negro.

De cetro e coroa, Pelé veste pela última vez em São Paulo, no Morumbi, a camisa da seleção brasileira. O símbolo maior do futebol é negro
De cetro e coroa, Pelé veste pela última vez em São Paulo, no Morumbi, a camisa da seleção brasileira. O símbolo maior do futebol é negro - 11.jul.71/Folhapress

Pelé fez o Santos e a seleção brasileira conhecidos no mundo; Leônidas da Silva foi o primeiro grande ídolo são-paulino, Ademir da Guia, filho do corinthiano Domingos, é o maior ídolo da história palestrina... Na Portuguesa, é difícil dizer quem jogou mais, a única certeza é que foi um negro: Ivair, Enéas, Dener, Djalma Santos...

Em tempos sombrios, em que "otoridades" questionam o heroísmo de Zumbi dos Palmares, minimizam o racismo e ignoram a herança escravagista nas nossas desigualdades, saudemos o Dia da Consciência Negra escalando esquadrões 100% negros!

Seleção: Barbosa; Djalma Santos, Aldair, Domingos da Guia e Roberto Carlos; Bauer, Didi e Pelé; Garrincha, Leônidas e Romário. Técnico: Gentil Cardoso.

Corinthians: Dida, Zé Maria, Gil, Domingos da Guia e Wladimir; Rincón, Paulinho e Basílio; Edílson, Baltazar e Teleco. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

São Paulo: King, Cafu, Miranda, Ronaldão e Serginho; Mineiro, Bauer e Zizinho; Muller, Serginho Chulapa e Canhoteiro. Técnico: Cilinho.

Palmeiras: Jaílson; Djalma Santos, Djalma Dias, Luís Pereira e Roberto Carlos; César Sampaio, Mazinho, Ademir da Guia e Djalminha; César Maluco e Rivaldo. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Santos: Manga; Carlos Alberto, Joel Camargo, Ramos Delgado e Kléber; Lima; Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Edu. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

Portuguesa: Dida, Djalma Santos, Luís Pereira, Brandãozinho e Zé Roberto; Capitão, Enéas e Dener; Ivair, Servilio e Simão. Técnico: Cilinho.

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Angela Davis: "Numa sociedade racista, não basta não ser racista. É necessário ser antirracista". #VidasNegrasImportam!

Eu sou o Vitor Guedes e tenho um nome a zelar! E zelar, claro, vem de ZL. É tudo nosso! É nóis na banca! E no agora.com.br!

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Basílio
Pós-graduado em literatura, registrei meu filho com nome de personagem de Eça de Queiroz. Não revelo meu time de de jeito nenhum, mas, se fosse corinthiano, maloqueiro e sofredor, graças a Deus, daria a ele o nome de Basílio, o negro que comemorou com o punho cerrado o gol mais importante da história! E quem discordar é clubista!

Respeite as minas!
Homenageio todas as esportistas negras reverenciando Melânia Luz, Wanda dos Santos, Aída dos Santos e Irenice Rodrigues (atletismo), Fofão (vôlei), Janeth (basquete), Daiane dos Santos (ginástica), Ketleyn Quadros e Rafaela Silva (judô), Formiga, Sissi e Pretinha (futebol) e Elisa, a torcedora-símbolo do Timão.

Vitor Guedes
Vitor Guedes

43 anos, é ZL, jornalista formado e pós-graduado pela Universidade Metodista de São Paulo, comentarista esportivo, equilibrado e pai do Basílio

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