Emprego com carteira assinada tem alta no comércio

Dados de fevereiro mostram melhor mês desde 2014, diz FecomercioSP

Patrícia Pasquini
São Paulo

Os comércios varejista e atacadista, e o setor de serviços do estado de São Paulo registraram saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada em fevereiro.

No total, foram criados 53.237 novos postos com carteira assinada, resultado de 334.002 admissões contra 280.765 desligamentos. Os dados foram divulgados pela FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). 

O assessor econômico do órgão Jaime Vasconcellos afirma que o resultado é o melhor desde fevereiro de 2014, quando foram gerados 65.062 empregos formais no varejo, 3.298 no atacado e 62.885 em serviços.

 
 

“Os postos de trabalho perdidos em 2015 e 2016 estão sendo recuperados. As perspectivas de crescimento em 2019 são boas, mas é preciso um ambiente político estável e crescimento de 2% na economia. A aprovação das reformas deve impulsionar investimentos internos e externos”, afirma.

Em serviços, o setor educação puxou a alta, com o início do ano letivo. Das 53.237 contratações, 16,3 mil foram pelo setor.

No varejo, o cenário superou o esperado. O setor costuma apresentar saldo negativo nessa época do ano em decorrência das dispensas de contrações temporárias do Natal, mas não foi o que ocorreu.

Mesmo com as 3.050 demissões em lojas de vestuário, tecido e calçados, e 372 em eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento, o saldo foi positivo graças à abertura de 277 oportunidades fixas em concessionárias de veículos (​puxadas pela venda de carros usados), 879 em autopeças e acessórios, 1.051 no ramo de material de construção e 1.157 postos de trabalho em supermercados.

No atacado, o setor de produtos químicos, metalúrgicos e agrícolas foi o responsável pelo crescimento dos empregos. 

 

Trabalho intermitente e parcial

Em fevereiro, 56% das vagas criadas no varejo foram de trabalho intermitente, quando o contrato de trabalho é por dia, mês ou ano. Nesta nova modalidade, instituída pela reforma trabalhista, o empregado vai ao trabalho apenas quando é convocado.

"A contratação nesta modalidade de trabalho ainda é muito tímida. Os empresários, por não entenderem direito o funcionamento, têm receio de aderir ao trabalho intermitente”, explica Vasconcellos.

No total, 1.574 novos postos intermitentes foram abertos no estado de São Paulo, provenientes de 2.737 admissões contra 1.163 desligamentos.

O setor de serviços criou 974 empregos formais, seguido por varejo, com 561 novos vínculos; atacado abriu apenas 39 vagas.

Já o trabalho parcial (quando a jornada não excede 30 horas semanais) registrou 854 vínculos em fevereiro.

O setor de serviços abriu 693 postos de trabalho, varejo gerou 154 vaga, no atacado, foram criados apenas sete empregos formais.
 

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