Descrição de chapéu Defesa do Cidadão

Cliente da Uber disse que foi maltratado

Leitor é paraplégico e afirma que solicitou uma corrida pelo aplicativo, mas motorista se recusou a levar cadeira

Havolene Valinhos
São Paulo

O aposentado Eric Vlatkovic, 41 anos, do Jabaquara (zona sul), conta que, no dia 12 de maio, estava no Rio de Janeiro quando solicitou uma viagem pelo aplicativo Uber para ir do hotel, onde estava hospedado, para o aeroporto. 

O leitor relata que é paraplégico e que o motorista se recusou a levar sua cadeira de rodas no carro. "A minha passagem para retornar a São Paulo já estava comprada para às 10h40 e quase perdi o voo por causa dessa situação", queixa-se.

Eric Vlatkovic é paraplégico. Ele estava hospedado num hotel do RJ e chamou um Uber para levá-lo ao aeroporto. O motorista se recusou, alegando que a cadeira de rodas sujaria o banco do carro
Eric Vlatkovic é paraplégico. Ele estava hospedado num hotel do RJ e chamou um Uber para levá-lo ao aeroporto. O motorista se recusou, alegando que a cadeira de rodas sujaria o banco do carro - Rivaldo Gomes/Folhapress

"Ele disse que a cadeira sujaria o banco do veículo. Ocorre que ela estava limpa e tentei argumentar, dizendo que não aconteceria nada, mas não adiantou absolutamente. Simplesmente ele não fez a corrida."

O aposentado afirma que o motorista agiu com preconceito por causa de sua deficiência. "Ele me humilhou ao cancelar a corrida com extrema arrogância e sair resmungando. Já estava na calçada esperando para embarcar", diz.

O leitor solicita a intervenção do Defesa do Cidadão para resolver a situação. "Conto com o apoio do Agora para que a Uber possa tomar providências, pois a empresa sequer me deu a atenção devida quando entrei em contato por meio da central de atendimento", afirma à reportagem. 

"Registrei até um boletim de ocorrência. Quero que esse motorista jamais trate as pessoas dessa maneira novamente, sendo elas deficientes ou não."

Uber: www.uber.com

Empresa diz que fará contato

A Uber esclarece que entrou em contato com o cliente e que fornece diversos materiais informativos a motoristas parceiros sobre como tratar cada usuário com cordialidade e respeito, e temos como política que os motoristas parceiros cumpram a legislação que rege o transporte de pessoas com deficiência.

A empresa diz ainda que , nos casos em que usuários sentirem que o tratamento dado pelo parceiro não foi respeitoso, devem acionar a Uber para sejam tomadas as medidas necessárias.

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