Funcionalismo: estado não paga reajuste a professores

Categoria ganhou aumento na Justiça, mas Supremo barrou a liberação dos valores

Cristiane Gercina
São Paulo

Um ano depois de a ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspender o pagamento de reajuste para professores da rede estadual de ensino de SP, os docentes seguem sem previsão de quando o aumento será dado.

Na época, Cármen Lúcia concedeu liminar barrando efeitos de uma ação que garantia 10,15% de reajuste nos salários da categoria para equipará-los ao piso nacional da educação. O percentual era pago como abono, que não conta nas verbas para a aposentadoria.

Falta de dinheiro

Como o governo alegou não ter grana, já que o reajuste implicaria em gastos de R$ 1,6 bi, a ministra suspendeu o pagamento até que o caso fosse julgado em instâncias superiores. Na época, Cármen Lúcia entendeu que, com a possibilidade de rombos nos cofres públicos, o caso deveria ser analisado com mais  cautela.

A Apeoesp, que entrou com a ação, tentou acordo. O governo anterior informou intenção de quitar os valores, mas a administração atual deve esperar o desenrolar do caso na Justiça. 

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