Funcionalismo: professor pode parar contra reforma da Previdência

Proposta do governo Bolsonaro determina idade mínima de 60 anos para docentes

Cristiane Gercina Laíssa Barros

Os sindicatos e entidades estaduais, municipais, públicas e privadas da Educação do estado de São Paulo podem parar, no próximo dia 15 de maio, em protesto contra a reforma da Previdência. A categoria deve aderir à Greve Nacional da Educação. 

E. E. Jardim Maria Dirce III em Guarulhos - Folhapress

Os professores representados pela Apeoesp (sindicato dos docentes estaduais) e pelo CPP (Centro do Professorado Paulista) já confirmaram adesão. No caso das universidades, também deverá haver um dia de paralisação em 15 de maio.

Os sindicatos convocaram os trabalhadores para um ato unificado às 14 horas, em frente ao Masp.

Professores serão afetados

Os professores das redes pública e privada terão idade mínima na aposentadoria, conforme a proposta de reforma do governo Bolsonaro. No caso de quem está no estado ou na prefeitura, hoje já há um limite de idade, mas ele passará a ser de 60 anos, para homens e mulheres. Serão necessário, no mínimo, 30 anos de contribuição, sendo dez no serviço público e cinco no cargo. 

A idade mínima e o tempo de contribuição serão os mesmos para os professores da rede particular. Hoje eles não têm idade mínima e se aposentam com menos tempo de contribuição que os demais trabalhadores.

Procurada, a Secretaria de Estado da Educação disse que não comentará sobre o ato até que que ele aconteça e que se possa saber o número de servidores do estado de SP que aderiram à greve.

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