Metrô e CPTM conseguem liminar contra greve na capital paulista

Paralisação está prevista para sexta-feira (14); veja outras categorias que vão parar

Marcela Marcos
São Paulo

A Justiça concedeu duas liminares (decisões provisórias) à Secretaria dos Transportes Metropolitanos do estado de SP para barrar a paralisação de metroviários e ferroviários nesta sexta-feira (14), quando deverá ocorrer uma greve geral no país.

Para os funcionários do Metrô, a ordem judicial é para que 80% trabalhem nos horários de pico e 60% nos demais horários.

Na decisão, o juiz convocado Daniel Guimarães estabeleceu multa diária de R$ 200 mil ao sindicato em caso de descumprimento. 

No caso dos trabalhadores da CPTM, a desembargadora Sônia Mascaro determinou manutenção de 100% do efetivo de trabalhadores da companhia.

Ela também proibiu a liberação de catracas, sob pena de multa diária de R$ 1 milhão ao sindicato.

Segundo a magistrada há “evidente abusividade do movimento”, pois se trata de uma greve política, que não pode ser solucionada pela via negocial.

As informações sobre as decisões são do TRT 2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região).

Metroviários e ferroviários estão entre as 16 categorias que definiram adesão à greve geral. A mobilização é contra a reforma da Previdência, além dos contingenciamentos na educação.

O coordenador-geral do Sindicato dos Metroviários, Wagner Fajardo, manteve a paralisação. "Nós decidimos fazer greve e não podemos mudar uma decisão que a categoria já tomou. Liminar sempre tem. Estamos acostumados", afirmou.

A greve tem adesão de centrais sindicais como UGT (União Geral dos Trabalhadores) e CUT (Central Única dos Trabalhadores). Com isso, deverão parar motoboys, taxistas, caminhoneiros e profissionais de limpeza urbana ligados à UGT.

No caso da CUT, metalúrgicos, professores das redes pública e privada, petroquímicos, químicos e servidores devem cruzar os braços.

 

Os trabalhadores dos Correios e do INSS também podem parar, segundo as entidades que os representam.

As linhas 1, 2 e 3 do Metrô e 15 do monotrilho confirmaram participação. O Sindicato dos Metroviários pretende fazer com que os funcionários das linhas 4-Amarela e 5-Lilás, que foram privatizadas, também façam parte do movimento, já que ganharam na Justiça o direito de representar os trabalhadores dessas empresas.

A ViaQuatro e a ViaMobilidade, das linhas 4 e 5, respectivamente, dizem ter acordos coletivos com o Sindecrep-SP para reprsentar a categoria 2020. (com Folha)

 

Greve Geral | Quem pode aderir

Veja quais categorias já anunciaram adesão à greve desta sexta-feira (14) na capital paulista

Metroviários
Motoristas de ônibus
Ferroviários
Motoboys
Taxistas
Caminhoneiros
Professores municipais
Professores estaduais
Profissionais do serviço de limpeza urbana da capital paulista
Servidores de hospitais públicos e postos de saúde da capital paulista
Servidores da saúde estadual
Metalúrgicos
Bancários
Servidores do INSS
Trabalhadores de hospitais federais
Trabalhadores dos Correios

Fontes: sindicatos, centrais sindicais e reportagem

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