Quadrilha que rouba condomínios é alvo de investigação

Bando aluga apartamentos para estudar os alvos

Leonardo Zvarick
São Paulo

O MP-SP (Ministério Público de São Paulo)  investiga uma organização criminosa que usa documentos falsos para alugar apartamentos e roubar vizinhos durante feriados. Três membros do grupo foram presos e outros dois têm mandados expedidos.

No caso mais recente, o grupo se instalou em um prédio na Aclimação, bairro nobre de São Paulo, por 15 dias, estudando os hábitos dos vizinhos. A data escolhida para agir foi a véspera do último Ano Novo, quando boa parte dos moradores viajava e não haveria muito risco. Utilizando luvas cirúrgicas, adereços e ferramentas para abrir cofres, eles levaram mais de R$ 200 mil em dinheiro, joias, armas e outros objetos de valor.

O promotor de Justiça Nathan Glina, integrante do CyberGaeco, divisão do MP que investiga crimes cibernéticos, afirmou que o grupo é altamente especializado e já realizou diversos golpes do tipo não só na capital, mas também em Praia Grande, no litoral, e em São José dos Campos e Guararema, no interior do estado.

Fachada do prédio que sofreu uma tentativa de assalto em Perdizes, na zona oeste - Rivaldo Gomes - 9.set.18/Folhapress

“Usando todo tipo de documentos falsos, como declaração de imposto de renda, extrato bancário, CPF e RG, eles conseguiram ludibriar as imobiliárias e introduzir seus integrantes nos apartamentos locados”, disse. Os criminosos chegaram a depositar R$ 10 mil de garantia para a locação de um dos imóveis, aponta a investigação.

Desde o início do ano, uma mulher foi presa em Tremembé (147 km de SP), município no qual a organização mantinha sua base. Com ela, foram encontrados quatro CPFs diferentes, todos ativos na Receita Federal. Ela seria responsável pela falsificação de documentos e locação dos imóveis.

Outras duas pessoas, uma mulher e um homem, também foram detidas em Pirituba (zona norte), e há mandados de prisão para outras duas integrantes identificadas. A investigação suspeita do envolvimento de pelo menos outras cinco pessoas ainda não identificadas na organização.

Os presos respondem pelos crimes de organização criminosa, furto triplamente qualificado, porte ilegal de arma e estelionato.
 

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