PMs mataram 11 pessoas entre sexta-feira e sábado

Número de mortos foi atualizado pela Ouvidoria

Alfredo Henrique
São Paulo

A Ouvidoria das polícias atualizou para 11 o número de mortos por policiais militares em serviço, entre a última sexta-feira (29) e sábado (30), na capital e Grande São Paulo. Até o fim de semana, a reportagem havia confirmado 8 óbitos.

Carro da Polícia Militar durante patrulhamento na capital - Ronny Santos/Folhapress

Com base na atualização do órgão que fiscaliza as ações de policiais no estado de São Paulo, juntamente com as corregedorias das corporações, estima-se que policiais militares em serviço mataram sete pessoas na capital e duas na grande SP. Mais duas mortes foram registradas em ocorrências com policiais militares de folga. O órgão de fiscalização não comentou sobre as ocorrências.

Na capital, segundo a SSP (Secretaria Estadual da Segurança Pública), gestão João Doria (PSDB), foram registradas 72 mortes por PMs em serviço no primeiro trimestre do ano passado. Na Grande SP foram 27. A reportagem teve acesso a alguns dos casos.

Na sexta-feira (29), segundo a PM, “dois homens estavam em atitude suspeita”, quando caminhavam pela rua Siqueira Bulcão, na região do Ipiranga (zona sul). Após os policiais darem sinal para que os dois parassem, eles teriam atirado contra os agentes.

Um deles, identidade não informada, foi ferido e encaminhado ao pronto-socorro de Heliópolis, onde não resistiu. Com ele, a polícia aprendeu uma pistola 9 milímetros, com numeração.

O outro suspeito fugiu para dentro de uma favela, onde a PM afirma ter localizado um revólver calibre 32, numeração raspada, que teria sido usado na troca de tiros. O caso foi encaminhado ao DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa).

No sábado (30), no bairro de Cangaíba (zona leste) policiais militares entraram na casa de um acusado por tráfico de drogas, por volta das 11h. Dentro do imóvel, os PMs afirmam que foram alvo de tiros, de uma pistola calibre 45. O suspeito foi ferido pelos policiais e levado ao pronto-socorro Ermelino Matarazzo, onde morreu.

Resposta

A SSP afirmou em nota, enviada no fim de semana, que os casos mencionados pela reportagem, na ocasião, são investigados pelo DHPP. A pasta acrescentou que foram requisitados exames periciais e residuográficos “aos envolvidos”. “Todas as armas, tanto as dos suspeitos quanto as dos policiais, foram apreendidas e encaminhadas para balística”, diz trecho de nota.

A PM instaurou um IPM (Inquérito Policial Militar) para apurar os fatos. A Corregedoria da corporação acompanha as investigações.

A Ouvidoria das polícias instaurou um procedimento nesta segunda-feira (1º) para acompanhar as investigações sobre as 11 mortes registradas em 24 horas na capital e Grande São Paulo.
 

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