Gradis de pontes e viadutos têm falhas

Estruturas de ferro estão com ferrugem e barras amassadas

Elaine Granconato
São Paulo

Instalados para segurança dos motoristas e proteção aos pedestres, os gradis de ferro e guarda-corpos de concreto dos viadutos, vias elevadas e córregos da capital apresentam falhas, desde falta de manutenção até risco de queda de, ao menos, dez metros de altura.

Pontos de ferrugem, barras amassadas ou faltando, pintura descascada e altura não suficiente para proteção foram algumas das situações encontradas pelo Vigilante Agora em 15 pontos das cinco regiões da capital visitados na última terça-feira (5).

De todos os locais, apenas um tinha boas condições: o viaduto General Marcondes Salgado, em frente ao Parque Ibirapuera (zona sul de SP). 

A situação mais grave e que merece providência urgente da Prefeitura de São Paulo, sob a gestão Bruno Covas (PSDB), está no viaduto Guadalajara, no Belém (zona leste da capital).

O gradil de ferro na calçada em que os pedestres caminham no viaduto, sentido centro-bairro, foi arrancado. Pedaços de madeira e de um cavalete foram colocados como tentativa de fechar o rombo formado.

“Olha o perigo de uma criança cair daqui de cima. Isso está assim desde novembro do ano passado”, disse, indignada, a protética Alzenir Miranda, 56 anos, referindo-se à altura de quase 15 metros entre a via férrea e o viaduto.

O pintor Claudinei Rodrigues, 58, improvisou o fechamento com madeiras, uma vez que passa no local cerca de dez vezes ao dia, segundo diz. “Até mato já tirei e, quando chove, coloco madeiras para as pessoas andarem, porque inunda tudo aqui”, contou o morador do bairro, que faz as vezes de “zelador” da área pública.

Segundo as pessoas que transitam pelo viaduto, catadores de ferro estão arrancando parte dos gradis.
Na Bela Vista (região central), a falta de manutenção dos gradis do viaduto Júlio de Mesquita Filho continua a mesma de dois anos atrás, já apontada pelo Vigilante. 

Nos dois sentidos, as grades permanecem enferrujadas e amassadas. Uma delas, inclusive, da mesma forma fotografada em abril de 2017 —em frente à rua Professor Laerte Ramos de Carvalho, altura do 133. 

Na avenida Engenheiro Caetano Álvares, no Limão (zona norte de SP), há um trecho sem guarda-corpo e outros 12 com as estruturas enferrujadas. 

Resposta

A Prefeitura de São Paulo, gestão Bruno Covas (PSDB), disse, em nota, que  a Subprefeitura da Mooca (zona leste) faria vistoria no viaduto Guadalajara na última sexta-feira (9) e no viaduto Carlos Ferraci, localizado no Tatuapé (zona leste), nos “próximos dias para retirar o mato e realizar a limpeza”.

No entanto, o Vigilante Agora percorreu outros três pontos na mesma área de competência da subprefeitura regional, além do registro de problemas nas zonas norte, sul, oeste e centro, que não foram justificados pela prefeitura.

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