Descrição de chapéu Grande SP

Mãe afirma que ambulante preso por engano está traumatizado

Jovem de 21 anos foi acusado de participar de roubo a guardas-civis

Alfredo Henrique
São Paulo

O jovem de 21 anos que sobreviveu a uma suposta troca de tiros entre guardas-civis e dois criminosos, no último sábado (12) em um posto de combustível em Itaquaquecetuba (Grande São Paulo), passou a tomar remédios e fazer tratamento psiquiátrico por conta da ocorrência. 

Na ocasião, ele foi preso acusado de participação na tentativa de assalto, que resultou na morte da namorada de um dos GCMs e de dois amigos do rapaz sobrevivente, que acabou sendo solto na quarta-feira (16). Imagens de uma câmera do posto mostraram que ele e os amigos não tinham envolvimento com o assalto.

Segundo a mãe do jovem, uma dona de casa de 50 anos, o filho a ajuda durante a semana. Ela disse que é cardíaca e que o filho estava com os amigos que morreram para vender picolés e água em Aparecida (180 km de SP), durante o feriado de Nossa Senhora. "Meu filho não é bandido. Mas como foi preso injustamente nem consegue falar direito. Ele esta traumatizado", afirmou. 

Posto de combustível na rodovia Ayrton Senna, em Itaquaquecetuba (Grande São Paulo), onde uma mulher morreu em uma tentativa de assalto neste sábado (12) - Reprodução

A dona de casa acrescentou que contratou um advogado, que já teria entrado com ações para verificar como o jovem foi tratado na delegacia e também sobre a ação dos dois GCMs. Ela não quis dar mais detalhes sobre isso. 

Segundo o delegado José Ângelo, do Setor de Homicídios de Mogi das Cruzes (Grande São Paulo), a polícia aguarda resultados de laudos periciais para constatar de quais armas partiram os tiros que mataram a mulher e os dois rapazes inocentes. "Faltam elementos probatórios para saber quais medidas serão adotadas", disse o delegado.

Ele acrescentou que as imagens corroboraram a inocência do jovem que ocupava o carro com as outras duas vítimas.

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