Adolescente acusado de matar Raíssa começa a ser julgado

Menor e mais dez testemunha foram ouvidos no Fórum do Brás (centro da capital paulista)

Alfredo Henrique
São Paulo

O adolescente de 12 anos acusado de matar a menina Raíssa Eloá Capareli Dadona, de 9 anos, passou por audiência na tarde desta sexta-feira (1º). Segundo o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), dez testemunhas, além do menor, foram ouvidos pela Justiça. 

A menina Raíssa Eloá Caparelli Dadona, de 9 anos, foi encontrada morta na tarde de 29 de setembro no Parque Anhanguera, na região de Perus (zona norte da capital paulista), após desaparecer em uma festa em um CEU (Centro Educacional Unificado) da região. - Reprodução/TV Globo

Segundo o TJ-SP, o juiz José Souza Neto, da 1ª Vara Especial da Infância e da Juventude, ainda vai analisar as considerações finais do Ministério Público e da defesa do adolescente para decidir se o menor irá cumprir medida sócio-educativa ou se será inocentado pelo crime. A data da sentença não foi informada. A reportagem apurou que a audiência começou por volta das 14h e foi concluída por volta das 17h30 no Fórum do Brás (região central da capital paulista). 

Raíssa foi encontrada morta amarrada pelo pescoço em uma árvore, por volta das 15h30 do dia 29 de setembro deste ano, no parque Anhanguera, região de Perus (zona norte da capital). Cerca de uma hora antes, a menina havia desaparecido de uma festa no CEU (Centro de Educação Unificada) Anhanguera.

Segundo a polícia, o garoto confessou que matou a criança após ser confrontado com imagens de câmeras de segurança, que mostram ele andando de mãos dadas com a menina pela estrada de Perus, pouco antes do crime. 

Raíssa foi estuprada antes de ser assassinada por estrangulamento, ainda segundo a polícia. As informações constam no laudo feito pela Polícia Científica e pelo Instituto Médico Legal, ao qual a reportagem teve acesso. 

Segundo o documento, concluído em 11 de outubro, Raíssa morreu em decorrência de asfixia mecânica, por obstrução das vias respiratórias, enforcamento e sufocação direta —ela ficou sem respirar após ter o pescoço pressionado.

Além disso, a perícia também encontrou sêmen na vítima. Peritos concluíram ainda que um objeto foi introduzido na menina. 

A polícia aguarda o resultado do exame do sêmen encontrado na garota, para constatar se o material genético pertence ao menor acusado de matar Raíssa ou a uma outra pessoa.

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