Descrição de chapéu Opinião

Caneladas do Vitão: Alexandre, o grande mito

São Paulo

Mito, em maiúsculo, não é de hoje, é um termo desgastado. Quando não ironizado, muito mal empregado, talkey. Mittos, no plural, com duplo “t”, então, é de um ridículo realçado, ok. Vale a analogia que futebol imita a vida. E vice-versa. Inclusive, e principalmente, no que ambos têm de pior. Não é mito. A banca paga, a banca recebe. Mesmo que pague muito, uma insanidade, para quem não vale nada. Ou quase nada. De vez em quando há uma bola dentro, raridade.

Claudio Oliveira

O que não há, nunca, é castigo, só prêmio. Mesmo que o gestor tenha produzido micos no atacado. Não é novidade. A história se repete como farsa. Ruça mesmo é a vida do torcedor que protesta. O sistema, autoritário, o detesta. Expulsa. Enquanto quem deveria zelar pelo clube faz a festa. De cara lavada, legal, contratual, negócio normal que deveria, mas não gera repulsa em quem finge que manda. Ao contrário. A banca ainda devolve muito para quem gasta fortuna a troco de nada. Não é piada. É a “evolução” do bom e barato. O palmeirense lembra quanto custou Lucas Lima, Carlos Eduardo?

Profissional, no mundo da bola, é quem ganha para gastar de forma amadora a grana do clube. Na base de dezenas de tentativas e uma porção de erros que, por vezes, produzem um ou outro acerto imposto pela força do dinheiro. Quando isso ocorre, a claque aplaude, acha que está tudo certo. Quando perde, finge que não é com ela. Mão lavada. E fala em mudança de plano. Quando não existia nenhum. Não era amor? Era cilada.

Pós-verdade? Vivemos a mentirosa era da egolatria. Alimentada por aspones passa-panos. Haja idiotia. O holofote sobe à cabeça antes mesmo do sucesso. Faz parte do “moderno” processo. Há uma década, alguém acreditaria que um ídolo seria preterido por um cartola remunerado em uma propaganda?  Para quem já teve Ademir, Marcos, Luis Pereira, soaria uma pilhéria sem eira nem beira. Sigamos avante...

O futebol é uma bênção. Para quem não joga bola. E vive de contratar, dispensar e gastar milhões para fechar a temporada sem ganhar absolutamente nada... E com o “patrimônio”, que também responde pela alcunha de “jogadores”, desvalorizado! Tudo isso e, como prêmio, receber uma indenização de R$ 3 milhões na rescisão do contrato?

Não é mentira. Nem deveria ser verdade. É Mittos!

Vitor Guedes
Vitor Guedes

42 anos, é ZL, jornalista formado e pós-graduado pela Universidade Metodista de São Paulo, comentarista esportivo, equilibrado e pai do Basílio

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