Tricolor falha na pontaria e perde de virada no Peru

Pato abre o placar no primeiro tempo, mas o Binacional dá o troco na etapa final

São Paulo

Dos sete times brasileiros, o São Paulo, tricampeão da Libertadores, foi o único que não conseguiu estrear com vitória. Nesta quinta-feira (5), o Tricolor, em sua 20ª participação no torneio, perdeu, por 2 a 1, de virada para o Binacional, time fundado em 2010 e que realizou a sua primeira partida na competição sul-americana.

A derrota para o rival menos experiente do Grupo D já acendeu o alerta. Os peruanos, ao lado da LDU, do Equador, somam três pontos. Tricolor e River Plate, da Argentina, não pontuaram.

O atacante Alexandre Pato (à esq.) tenta escapar da marcação do meia Angel Ojeda (à dir.)
O atacante Alexandre Pato, autor do gol do São Paulo, usa a sua habilidade para tentar escapar da marcação do meia Angel Ojeda, no jogo em Juliaca, no Peru, na abertura do Grupo D da Libertadores - Ernesto Benavides/AFP

A estratégia para minimizar os efeitos dos 3.825 m de altitude, com chegada a Juliaca, oito horas antes de a bola rolar deu ao São Paulo o gás necessário para jogar de igual para igual contra os donos da casa.
Com fôlego, a diferença na qualidade técnica foi enorme entre as duas equipes. O Binacional usou a força e a velocidade. Os são-paulinos, com um quarteto ofensivo formado por Daniel Alves, Antony, Pablo e Pato, dominou o adversário.

Houve momentos na primeira etapa no qual os tricolores, com toque de bola de pé em pé, colocaram o adversário na roda.

Foi em um lance que começou em um lançamento do goleiro Tiago Volpi, aos 21min, que Pablo, após tabelar com Daniel Alves, foi inteligente ao dominar na área e deu a assistência para Alexandre Pato marcar o seu quarto gol em três partidas consecutivas.

Era para os são-paulinos terem garantido a vitória antes de fechar a primeira etapa, e com goleada. Porém, Antony e Pablo, duas vezes, perderam ótimas chances na cara do gol.

É conhecido uma lição no futebol, a bola pune, que explica bem a derrocada do Tricolor na etapa final.
O ar rarefeito pesou, mas também a dificuldade de o clube brasileiro não ter tomado cuidado na marcação.

Em um contragolpe logo aos 3min, o atacante Marco Rodríguez, pela esquerda da grande área, ganhou na corrida dos zagueiros Arboleda e Bruno Alves. Próximo à linha de fundo, ele chutou rasteiro e a bola passou entre as pernas de Tiago Volpi.

A empolgação tomou conta do Binacional, que controlou as ações. Isso muito em função de os seus atletas estarem em melhores condições físicas.

Foi dessa maneira que a equipe da casa teve espaço à vontade para conseguir a virada. Arango partiu sem ser incomodado pelos defensores do Tricolor e, com arremate cruzado, acertou o canto direito da meta de Volpi e virou o marcador.

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