Funcionalismo: governo federal extingue 13 mil cargos

Decreto com a extinção foi publicado no dia 11, no "Diário Oficial da União"

Cristiane Gercina
São Paulo

O governo federal publicou decreto extinguindo 13 mil cargos públicos na semana passada. A medida foi anunciada na solenidade dos cem dias da administração Bolsonaro.

Dentre as justificativas para a extinção estão a de que o corte gerará economia imediata. No entanto, o Ministério da Economia não detalhou os valores que serão economizados.

O presidente Jair Bolsonaro, ao lado do vice-presidente Hamilton Mourão, do ministro chefe da Casa Civil Onyx Lorenzoni e dos demais ministros de seu governo, participa de cerimônia alusiva aos 100 dias de governo, no Palácio do Planalto, no último dia 11 de abril - Pedro Ladeira/Folhapress

O ministério justificou os motivos dizendo que foram cortadas funções que não servem mais para o serviço público no mundo atual, além de deixar claro que muitas delas foram extintas para que possam ser realizadas por terceirizados.

Os servidores criticaram a medida. Para eles, trata-se de um “desmonte do estado”. Dentre os cargos que foram cortados estão assistente de ciência e tecnologia, da Previdência, e técnico de estatística, na área da Saúde. Também há quadros como mestre de lancha, na Previdência, Saúde e Trabalho.

Há funções como auxiliar de enfermagem, guarda de endemias e técnico em radiologia. Para especialistas, esses postos específicos farão falta na área.

Lista com os cargos

A lista com todos os cargos extintos está no decreto 9.754, de 11 de abril de 2019, publicado no “Diário Oficial da União” no mesmo dia, em edição extra. Para acessar a medida, clique aqui.

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