Sindicatos preparam greve geral

Paralisação será proposta no 1º de Maio e está prevista para 14 de junho

Patrícia Pasquini
São Paulo

As principais centrais sindicais decidiram, em reunião na sexta-feira (26), na sede da Força Sindical, propor durante a festa de 1º de Maio uma greve geral no dia 14 de junho contra as propostas de reforma da Previdência.

O tema da festa deste ano será “Em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Contra o Fim da Aposentadoria por mais Empregos e Salários Decentes”.

Fila de desempregados em busca de trabalho em mutirão do emprego no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo - Danilo Verpa/Folhapress

“O 1º de Maio unificado é um instrumento positivo para os trabalhadores incrementarem uma resistência contra as propostas do Bolsonaro. Faremos uma grande mobilização juntos, para impedir que continuem os ataques aos direitos dos trabalhadores. O Brasil bate recorde de desemprego, com mais de 13 milhões segundo o IBGE”, afirma o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna.

O sindicalista diz que o governo não se reuniu em nenhum momento com as centrais e nem há sinais de que isso ocorra, o que motivou um grande abaixo-assinado.

Para Juruna, ainda não foi feito um amplo debate sobre a reforma. “As propostas são ameaças. Pelo tempo de aposentadoria que o governo propõe ninguém consegue se aposentar.
 

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