Funcionalismo: Servidor da capital se organiza contra reforma

Funcionários públicos querem barrar mudanças

Cristiane Gercina
São Paulo

Os servidores públicos da Prefeitura de São Paulo estão organizados para debater a reforma da Previdência proposta pelo governo de Jair Bolsonaro. 

A intenção dos funcionários municipais representados pelo Sindsep (Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo) é combater as medidas contidas na PEC (proposta de emenda à Constituição) que prejudiquem a categoria.

Para ter dados que subsidiem seus posicionamentos, os dirigentes encomendaram ao Dieese (departamento de estatísticas) um estudo que mostra os prejuízos da PEC para algumas categorias.

Dentre os exemplos apresentados está o de uma servidora de 45 anos, com 16 de contribuição e que ingressou no setor público antes da emenda 41, de 2003. Pelas regras atuais, faltam 14 anos para ela se aposentar com 59 anos de idade.

Se a PEC passar como está, a servidora terá que adiar o benefício em três anos, e só conseguirá a aposentadoria em 2036, com a idade mínima de 62 anos.

Sérgio Antiqueira, presidente do sindicato, lembra que, em SP, a categoria já passou por uma reforma, aprovada no final de 2018. "Eles querem acabar com os servidores. Estamos mobilizados desde março do ano passado", afirma ele.

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