Descrição de chapéu INSS

Aposentado tem desconto para quitar o consignado

Caixa fará, até agosto, campanha de renegociação de dívidas com desconto de até 90%

Laíssa Barros Clayton Castelani
São Paulo

Cerca de 25% dos clientes de todo Brasil que poderão renegociar suas dívidas com a Caixa, na nova campanha “Você no Azul”, têm débitos de créditos consignados. Deste total, muitos são aposentados do INSS e podem aproveitar o desconto para quitar o que devem.

Segundo a Caixa, os principais motivos para que esses beneficiários estejam inadimplentes como pagamento dos consignados são a suspensão ou o corte do benefício previdenciário e o cancelamento do empréstimo retroativo por revisão da aposentadoria. Nestes casos, o benefício não cai na conta, a parcela que seria paga em débito automático fica em aberto e uma divida é criada.

Caixa fará, até agosto, campanha de renegociação de dívidas com desconto de até 90% - Samuel Costa/Folhapress

A situação citada por representantes da Caixa pode envolver quem teve a renda do INSS cortada no pente-fino do INSS, na gestão Temer. Agora, é preciso ficar atento, pois o governo Bolsonaro deve começar nova revisão em breve.

O crédito consignado é uma forma de empréstimo em que o dinheiro da dívida é descontado diretamente do benefício do aposentado ou pensionista. Pelas regras, é possível comprometer até 30% da renda com o empréstimo e mais 5% com o cartão de crédito.

Os aposentados que se enquadram em qualquer uma das situações de dívida podem aproveitar a campanha e resolver as pendências. O débito pode ser pago à vista, com descontos que vão de 40% a 90%.

A campanha de renegociação, que teve início em 28 de maio e vai até agosto, espera receber R$ 1 bilhão dos 2,6 milhões de devedores pessoa física, incluindo os aposentados. É possível negociar valores que vão de R$ 50 a R$ 5 milhões.

O atendimento é no site www.negociardividas.caixa.gov.br ou pelo 0800-7268068, na opção 8. Também é possível renegociar no facebook.com/caixa

Empréstimo em atraso | Para sair do vermelho

Os aposentados e pensionistas do INSS que têm dívidas de empréstimo consignado na Caixa podem acertar os valores

Esses segurados poderão participar da campanha “Você no Azul”, que teve início em 28 de maio e vai até 22 de agosto

Quem pode participar
Ao todo, são 2,6 milhões de pessoas físicas que poderão quitar seus débitos
Deste total, 25% têm dívidas de crédito consignado com o banco, o que inclui aposentados e pensionistas do INSS

Motivos da inadimplência
Segundo a Caixa, esses aposentados estão inadimplentes pois:
Houve a suspensão ou o corte do benefício
Foi feito o cancelamento do empréstimo retroativo após uma revisão da aposentadoria

Fique ligado no pente-fino do INSS
Quem passou pelo pente-fino do INSS e teve o benefício cortado na perícia pode estar nesta fila
Já os aposentados que ainda não foram chamados também devem ficar ligados, pois uma nova revisão nos benefícios por incapacidade vai começar

Quem pode ser chamado para a perícia
Segurados que recebem benefício por incapacidade e não passam por exame de revisão há mais de seis meses

Quem fica de fora
Idosos acima de 60 anos
Segurados entre 55 e 59 anos, que têm benefício por incapacidade há mais de 15 anos

Entenda
O consignado do INSS é um empréstimo feito com desconto diretamente no benefício
O segurado pode comprometer até 30% de sua renda com o empréstimo mais 5% com o cartão consignado

Feirão da Caixa
9 em cada 10 devedores pessoa física poderão quitar suas dívidas à vista, por até R$ 2.000
Para pessoas jurídicas, 65% pagarão até R$ 5.000 à vista

Não há como parcelar os valores
O desconto médio tem sido de 86%, mas pode chegar a 90%

Débitos que podem ser negociados
Contratos com mais de 360 dias de atraso
Valores de dívida entre R$ 50 e R$ 5 milhões
Contratos sem garantia
Clientes sem suspeita de fraude

Como renegociar sua divida
Na internet, pelos sites www.caixa.gov.br e www.negociardividas.caixa.gov.br
Pelo telefone, no número 0800-726-8068, opção 8
Em qualquer agência da Caixa
Nos caminhões Você no Azul
Pelo Twitter (twitter.com/caixa) e pelo Messenger do Facebook (facebook.com/caixa)

Fontes: Caixa Econômica Federal e reportagem

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