Covas exclui faltas do cálculo do bônus do professor

Prefeitura de São Paulo propôs novas regras para pagar prêmio de desempenho

Ana Paula Branco
São Paulo

A Prefeitura de São Paulo, gestão Bruno Covas (PSDB), anunciou nesta quarta-feira (3) novas regras para o recebimento do PDE (Prêmio de Desempenho Educacional).

Alunos participam de aula na Escola Municipal Olívia dos Santos Feierabend, na zona rural de Monteiro Lobato (SP)
Rafael Hupsel -16.ago.2018/Folhapress


Pela projeto de lei, que precisa ser aprovado na Câmara Municipal para entrar em vigor, as faltas dos professores não serão mais consideradas para o cálculo do bônus.

"Hoje, o professor que está em licença médica ou afastado por acidente de trabalho, por exemplo, perde o bônus, pois excede o limite de faltas", explica Cláudio Fonseca, presidente do Sinpeem (sindicato dos servidores municipais).

Para ter direito à gratificação, o professor precisa ter iniciado as atividades na rede municipal até 31 de maio deste ano e ter completado, no mínimo, seis meses de efetivo exercício.

O novo cálculo da bonificação levará em consideração um novo indicador para avaliar a educação municipal: o Idep (Índice de Desenvolvimento da Educação Paulistana), que vai considerar o desempenho dos estudantes na Prova São Paulo, seus dados socioeconômicos e também a complexidade de gestão de cada unidade escolar.

Segundo Fonseca, a mudança é benéfica. "Mesmo com a ausência de professor titular, se a escola alcançar a meta de desempenho, ela não será prejudicada", afirma.

Pelo projeto, o pagamento do bônus será feito uma única vez, até abril do ano que vem. A prefeitura prevê gasto de R$ 160 milhões.

Questionado se não iria incentivar a ausência dos profissionais, Covas afirmou que "o professor que é dedicado quer ver resultado" e que quem falta muito já tem desconto no salário.

A gestão municipal anunciou ainda reformas em escolas, um novo modelo de uniformes e a criação de grêmios estudantis, com verba de R$ 5.000 para melhoria das escolas.

Mudanças propostas

  • O PDE (Prêmio por Desempenho Educacional) será pago em única parcela, em abril
  • O professor precisa ter iniciado as atividades na rede municipal até 31 de maio deste ano e ter completado, no mínimo, seis meses de efetivo exercício

Como será o cálculo
O projeto de lei do PDE prevê que sejam considerados dois fatores:

  1. Projetos elaborados pela escola
  2. Cumprimento da meta da unidade no Idep, que será calculado com base nas notas dos estudantes na Prova São Paulo, no nível socioeconômico dos alunos e na complexidade de gestão da escola

Novidades

  • As faltas dos professores não irão mais contar no cálculo da gratificação
  • E os servidores que receberem bonificação com valor maior não precisarão devolver a diferença

Fontes: Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura de São Paulo, Sinpeem (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal - SP) e reportagem

Assuntos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.