Descrição de chapéu Zona Norte

Policial militar de folga mata jovem a tiros

Agente disse que foi vítima de tentativa de assalto

Alfredo Henrique
São Paulo

O estudante Willian Novais Panzarini, 26 anos, morreu após ser baleado em frente de casa por um policial militar de folga, por volta das 23h40 de anteontem, no Jaraguá (zona norte de São Paulo). O PM alega que teria sido vítima de uma tentativa de assalto. Porém, a versão dele é diferente da apresentada por testemunhas.

O estudante Willian Novais Panzarini, 26 anos, morto por um PM - Reprodução

Segundo um estudante de 22 anos, o soldado estacionou seu carro na estrada da Ligação, onde permaneceu por cerca de cinco horas. “[Testemunhas] Não reconheceram o carro [do PM] e foram verificar, pois tem ocorrido muitos roubos na vizinhança”, diz trecho do boletim de ocorrência.

Quando Panzarini e um amigo bateram no vidro do veículo, o policial já desembarcou atirando, ainda de acordo com a testemunha. Panzarini foi atingido duas vezes do tórax, duas nas costas, além de uma no braço e cotovelo esquerdos. Ele morreu em seguida.

A versão do PM, que é soldado da Força Tática no 49º Batalhão, é diferente. Segundo o policial, ele estava dentro do carro, com a namorada, quando Panzarini e outro jovem teriam tentado o assaltar, com uma faca.

O delegado Osvaldo Farah Cunha ressalta no BO que “a análise da presente ocorrência apresenta-se [...] muito complicada, tendo em vista as contradições das versões das partes envolvidas [testemunhas e PM]”.

Outro lado
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, gestão João Doria (PSDB), o soldado vai passar por uma avaliação psicológica no PAAPM (Programa de Acompanhamento e Apoio ao Policial Militar). Porém, não disse quando a consulta será feita nem se o policial foi afastado até a conclusão do inquérito.

“Foram colhidos os depoimentos e requisitados os exames periciais para a vítima, para a faca e a arma apreendidas”, diz trecho de nota. 

A Ouvidoria das polícias instaurou nesta sexta-feira (29) um procedimento sobre o caso, além de enviar um ofício à Corregedoria da PM, solicitando transferência do PM, para serviços administrativos, até a conclusão das investigações.

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